Governo Alckmin-Lembo
PM agride brutalmente estudante em São Paulo

1 de dezembro de 2006

Mais um ato criminoso de repressão ao movimento estudantil movido pelo governo paulista, foi registrado, desta vez durante as manifestações contra o aumento da passagem de R$ 2,00 para R$ 2,30, que tomam diariamente as ruas de São Paulo

Como alvo e bode expiatório da polícia, o estudante Cristian Santander, universitário da Escola de Sociologia e Política (ESP), foi agredido por soldados de forma covarde durante um ato contra o aumento das tarifas. Os militares de do governo Alckmin-Lembo, do PSDB-PFL, foram orientados a aproveitar um momento de dispersão dos estudantes no protesto no Terminal Parque Dom Pedro II, organizado no último dia 24, um dos primeiros atos públicos contra o aumento das passagens.
Cristian estava junto a outros 500 estudantes que realizavam um ato pacífico quando ao final se sentou com um grupo em frente ao terminal com as mãos erguidas, quando foi surpreendido pelos policiais.

Cristian foi ferido por três balas de borracha à queima-roupa, tomou uma chave de braço de um policial que o jogou no chão iniciando aí uma cena bárbara de tortura e linchamento. Cristian teve deslocado o braço direito, e, imobilizado, tomou diversos golpes de cassetetes nas costas. Neste momento, quatro policiais o espancaram com três chutes na cabeça e diversos na costela, o que chegou a trincar seus ossos. Já desmaiado foi para um carro de polícia que o levou ao hospital onde também foi torturado. Ao ter sua carteira e documentos furtados pelo PM Sérgio Silva, tomou dois socos no rosto. Sérgio Silva permanece com os documentos do jovem.
A família de Cristian foi também humilhada no hospital e receberam o pior tratamento possível da PM, com provocações e piadas. Nelson Alejandro Santander, pai de Cristian, revoltado por ver a PM continuando a agredir o filho, dirigiu-se a um PM como covarde e foi na hora preso por desacato à autoridade.

Cristian não conseguirá se formar na faculdade e nem consegue seguir ao trabalho graças às seqüelas deixadas pela polícia. O estudante permanece em estado de choque e os ferimentos no braço o impedem de escrever e tomar ônibus.

A atitude covarde da polícia contra o movimento estudantil é uma política consciente do governo do estado e dos empresários de ônibus que pretendem intimidar os estudantes organizados para evitar protestos massivos, uma política repressiva assim como a levada no último período dentro das escolas e universidades, tanto pelo PFL como pelo PSDB. Cenas como estas, típicas da ditadura militar, são fruto de um desespero de governos fracos e impopulares.