
| Eleições para o DCE na USP 20 de novembro de 2006 Mal se iniciaram as campanhas eleitorais para a direção do DCE da USP neste ano e as chapas que defendem a completa paralisia do movimento estudantil, as da situação “Malungo” e “Carandá”, do PSol e a chapa do governo montada às pressas, formada pelo PMDB, PCdoB e PT, “Camarão que dorme a onda leva”, já promovem conjuntamente a fraude contra os mais de 70 mil estudantes de toda a Universidade de São Paulo. Defendendo um processo completamente à parte dos estudantes de toda a USP, estes grupos políticos já não haviam sequer divulgado as inscrições das chapas ou qualquer detalhe sobre as eleições para os estudantes, marcaram tal processo em meio ao esvaziamento da universidade, durante os feriados e o período de provas. Agora as chapas citadas defenderam em uma reunião da comissão eleitoral, que sequer é composta pelas chapas, realizada na última semana, que as urnas e cédulas fossem produzidas e lacradas cinco dias antes da votação, sem qualquer fiscalização das outras chapas a não ser a do PSol e a do PCdoB, uma aberração para favorecer a fraude eleitoral, bem quando esta está sob controle da máfia da burocracia estudantil. A chapa “AJR - Reconstruir o DCE pela base” foi a única que acompanhou o processo, e verificou diversas tentativas de fraude como dezenas de urnas rasgadas que seriam utilizadas, além da falta de listas de diversos cursos, que simplesmente desapareceram no meio da preparação de urnas, o que pode acarretar, segundo os membros do DCE, que nestes cursos não haja votação no primeiro dia das eleições. As chapas do DCE, além de favorecer as eleições despolitizadas entre amigos, abre espaço para a fraude em um acordo para favorecer os que não possuem o mínimo apoio entre os estudantes, como a chapa composta pelos partidos do mensalão e da máfia das carteirinhas que quer tomar de assalto o DCE se aproveitando da paralisia do PSol. Veja abaixo a declaração da AJR contra a decisão da comissão eleitoral: Declaração da chapa Aliança da Juventude Revolucionária - Reconstruir o DCE pela base Consideramos que a decisão da comissão eleitoral de lacrar as urnas para as eleições do DCE cinco dias antes do início das votações, liquida qualquer possibilidade de um processo eleitoral idôneo. A medida, cuja única função prática é permitir a adulteração do resultado eleitoral, compromete definitivamente todo o processo eleitoral. Ficando as urnas cinco dias sem fiscalização de todas as chapas participantes, o risco de fraude é enorme e certo. Em eleições risco é fato. Um princípio elementar de qualquer processo de escolha, das loterias às eleições, é que esteja acima de suspeitas. Propomos, para salvaguardar a correção das eleições, a reabertura das urnas e que seja feito novo lacre no dia previsto para o início das eleições, 22 de novembro de 2006. Propomos que, em momento algum as urnas fiquem sem fiscalização de todas as chapas e de estudantes interessados. São Paulo, 18 de novembro de 2006 |