Contra a máfia dos transportes
Passe-livre já para a juventude e desempregados!

23 de dezembro de 2006

A Aliança da Juventude Revolucionária, juventude do PCO, chama toda a população a levantar um verdadeiro programa de luta que organize a juventude contra os parasitas dos transportes e os desmandos das prefeituras 

A juventude é o setor que mais sofre nas mãos das máfias dos transportes para os quais os estudantes e os jovens, especialmente a juventude proletária (trabalhadores e pobres da cidade e do campo), é obrigada a entregar todos os seus bens, quase que metade, em média, de um salário mínimo por mês.

A privatização dos transportes por governos e prefeituras, apoiados em grandes grupos econômicos capitalistas, foi um dos piores ataques desferidos contra o povo. As altíssimas taxas cobradas por um serviço público, que graças ao domínio dos monopólios capitalistas, hoje cai aos pedaços, é uma das maiores arbitrariedades à qual a classe operária brasileira foi submetida pelos governos da burguesia.

Por um programa de luta revolucionário para toda a juventude

É necessário reestruturar as entidades, derrubar as direções políticas corrompidas pelo regime burguês e construir uma nova direção para o movimento secundarista. Para isso, é de fundamental importância apresentar um programa de luta para a juventude e denunciar o esquema da carteirinha estudantil de meia-entrada, principal mecanismo do governo para corromper todas as direções estudantis das entidades nacionais (UBES e UNE nas mãos da direita: UJS/PCdoB, PMDB, PT).  Para tanto é necessário organizar uma corrente revolucionária da juventude secundarista a partir das escolas, em particular nos bairros proletários de cada cidade.

O único programa a ser defendido pelos estudantes e que efetivamente poderá alterar a situação e pressionar o governo das máfias estabelecidas como verdadeiras autarquias, é um programa que defenda a estatização de todos os serviços públicos. 

Passe-livre já!

A juventude deve lutar, portanto, pelo Passe livre Já para a juventude e desempregados, e realizar uma campanha em todos os seus locais de estudo e trabalho. A juventude deve se apoiar em reivindicações tais como a redução da jornada do estudante que trabalha, para 20 horas por semana sem redução dos salários; ensino público, gratuito, em todos os níveis e de qualidade para todos; mais verbas para a educação pública; suspensão da verba pública às escolas privadas; congelamento das mensalidades; fim do ensino pago; expropriação das escolas privadas; monopólio estatal da educação; pela aliança do movimento secundarista com a classe operária e os trabalhadores rurais; reconstrução das entidades secundaristas; fim do monopólio das carteirinhas; fim de toda e qualquer taxa nas escolas e universidades; fim de qualquer tipo de guarda na escola; oferecimento de toda a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento das atividades escolares (computadores, bibliotecas, laboratórios etc); total autonomia financeira das entidades; por uma nova direção de luta, revolucionária, para o movimento estudantil, colocando as entidades sob o controle de um conselho de de base, que se reúna periodicamente e a independência das entidades diante do Estado e da direção das escolas.