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Imprensa burguesa
Resposta a uma declaração facistóide
24 de fevereiro de 2006
Publicamos aqui resposta contra a declaração do Presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre que foi publicada no jornal Zero Hora
No jornal ZH (16/2/2006), na matéria intitulada “Protesto contra tarifa tranca ruas do Centro”, assinada pelo jornalista Nilson Mariano, o destempero do Presidente da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) em relação aos estudantes que se mobilizaram no dia anterior contra o aumento da passagem de ônibus municipal é de dar inveja a Hitler e Mussolini: “Não entendo como dão notícia sobre essa grife de baderneiros, meia dúzia de vagabundos. Pelo que sei, o protesto foi pífio, não prejudicou em nada o transporte coletivo.” Nada mal, para quem representa uma verdadeira máfia que monopolizou os transportes coletivos em todo o País, e que quando tem seus interesses contrariados, não abre mão da repressão policial e está enlameada até o pescoço com o episódio do assassinato do Prefeito Celso Daniel em Santo André, região metropolitana de São Paulo.
A ATP, que explora de um serviço público que está garantindo na Constituição Federal, mas que os governos Federal, Estadual e Municipal violam cotidianamente. A ATPmal se acostumou com 16 anos de PT na prefeitura, fazendo negociatas escusas que só trouxeram prejuízo à população usuária dos transportes públicos, na sua maioria jovens e trabalhadores, que lutam pelo seu direito de ir e vir para poderem estudar e trabalhar. Agora, depois do tremendo desgaste do PT, são obrigados a utilizar como instrumento de imposição dos seus interesses o débil governo Fogaça, um homem ligado à máfia de Antônio Britto e cia., que assaltou o Estado do Rio Grande do Sul, entregando a telefonia e parte da energia elétrica para os grandes capitalistas. Portanto, é cada vez menor a margem de manobra dessa Associação de mafiosos, que se vê obrigada a se expor diante da fraqueza do governo que elegeu para defender seus interesses. Essa tentativa de desqualificar o movimento que a juventude desenvolve em todo o País, que colocou o prefeito de Florianópolis na parede, há poucos meses atrás, e que se manifestou em capitais como Brasília, Recife e Salvador, representa na verdade o medo que esses exploradores da populaçãopossuem de que as manifestações se generalizem e incorpore toda a população explorada por essa verdadeira máfia.
A Aliança da Juventude Revolucionária, juventude do PCO, vem exigir o direito de resposta nas páginas desse jornal, ao Presidente da ATP, sr. Ênio Roberto dos Reis.
AJR – Aliança da Juventude Revolucionária – Juventude do PCO
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