UnB
AJR lança chapa para CA de Sociologia na UnB

27 de novembro de 2006

A chapa “AJR – Reconstruir o CASO pela BASE” que concorre às eleições para o Centro Acadêmico de Sociologia da UnB (CASO) realiza uma campanha por uma eleição de verdade, ao contrário do que vem ocorrendo agora onde os estudantes não possuem qualquer informação sobre a mesma. Dessa forma, a chapa propõe, caso eleita, realizar uma nova eleição no começo do próximo semestre possibilitando a mais ampla participação dos estudantes. A campanha tem encontrado grande receptividade entre os estudantes nas salas de aula, que em geral não têm qualquer informação de atividades realizadas pelo CA, ou ainda menos, das eleições. Veja as principais propostas defendidas pela chapa da AJR:

1- Por uma verdadeira eleição para o CASO

Essa eleição tem como característica principal, a falta de participação dos estudantes. Tanto pelo fato de que a maioria sequer ficou sabendo do prazo para inscrição de chapas, como não tiveram acesso à formação das mesmas e ainda terão acesso limitado às suas propostas. Portanto, caso a chapa “AJR – Reconstruir o CASO pela BASE” seja eleita, organizará uma eleição de verdade no começo do próximo semestre, possibilitando a mais ampla participação dos estudantes.

2- Abaixo a paralisia no Movimento Estudantil! Para tirar a “teia” do CASO!

O Centro Acadêmico é um instrumento de organização e luta política dos estudantes. A existência deste instrumento foi obra do movimento estudantil que lutou contra repressão do regime militar e das perseguições da reitoria e dos professores reacionários que querem que os estudantes digam amém ao sucateamento da educação no nosso país. Manter o centro acadêmico paralisado é tentar impedir a organização dos estudantes.

3- Por uma imprensa estudantil regular!

Além da internet e cartazes, a imprensa escrita é um meio fundamental de comunicação com todos estudantes, propiciando a divulgação de atividades e o debate amplo sobre os mais diversos temas.

4- Não à repressão ao movimento estudantil!

Em todo país ocorrem inúmeros casos de repressão por parte das reitorias e dos governos contra os estudantes e suas iniciativas de se mobilizarem contra o sucateamento das universidades públicas. Muitos estudantes foram expulsos ou suspensos por distribuírem panfletos, fazerem manifestações ou mesmo atividades no próprio CA, como festas, saraus etc. Na UnB, a reitoria ameaça abrir sindicância contra os estudantes que realizarem festas ou outras atividades não lícitas em seu próprio CA e colocam grades nos prédios do Campus para impedir a circulação dos mesmos em sua própria universidade. É necessário realizar uma campanha em conjunto com os demais CA's contra a tentativa da reitoria e do governo de acabar com a liberdade de expressão na UnB.

5- Por um conselho de representantes eleitos em cada turma!

A criação de um fórum de discussão e decisão diretamente ligado aos estudantes nas salas de aula, propiciando assim, uma maior interatividade da diretoria do CA com todos estudantes.

6- Por uma universidade pública, gratuita, de boa qualidade e para todos!

Os estudantes se deparam no dia-a-dia com diversos problemas oriundos do sucateamento da universidade: falta de professores, filas no RU, falta de livros na biblioteca, deficiência na infra-estrutura como o laboratório de informática etc. Esses são apenas alguns exemplos do resultado da política de privatização do ensino nos últimos governos. Atualmente, esta em tramitação no Congresso a Reforma Universitária, com o objetivo de aprofundar ainda mais essa política. A única forma dos estudantes se contraporem a essas medidas é através de uma ampla mobilização em todo país a partir de suas entidades de base.

7- Abaixo a ditadura da UJS! Diretas Já na UNE!

Um dos motivos principais da paralisia do movimento estudantil é a ditadura da UJS (PCdoB) que controla a UNE (União Nacional dos Estudantes) à décadas restringindo cada vez mais a participação dos estudantes em seus congressos para realizar uma política de submissão da entidade aos governos que atacam o ensino público. Para que a entidade possa voltar a defender o interesse dos estudantes reivindicamos uma eleição direta para escolha de sua diretoria em todas universidades do país.