
| USP 4 de novembro de 2006 A Letras, assim como as faculdades dos cursos de humanas da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, passa pelo pior sucateamento de toda sua história. Falta desde as mínimas condições de estrutura no prédio até professores em diversas matérias, livros na biblioteca, banheiros caindo aos pedaços etc. Entre os diversos pontos do programa defendido pela AJR está o fim do ranqueamento, que foi um processo estabelecido pela universidade há cerca de cinco anos como forma de selecionar os alunos com melhores notas para terem acesso a certa língua. Este é resultado da falta de professores e foi estabelecido pela universidade para não haver contratações de novos professores. A AJR denuncia o “segundo vestibular” e reivindica a contratação imediata de professores. Outro ataque da reitoria contra os estudantes Letras é a aprovação de um convênio entre o banco Santander e a universidade, imposto pela atual reitora Suely Vilela e o governo do estado que a indicou para supostamente apoiar o ensino de espanhol em escolas públicas. O banco utilizará a marca da USP e, cogita-se, até o espaço da universidade para realizar palestras. Tudo isto para fazer a propaganda do convênio de aulas de espanhol que serão principalmente à distância e de qualidade bastante inferior, com a metade do tempo exigido atualmente pelo MEC. A AJR denuncia a abertura para os negócios privados dentro da Letras e da USP, iniciativa para defender a futura privatização dos cursos de humanas e o parasitismo dos bancos e empresas contra o ensino público. A chapa da AJR luta contra a repressão na universidade, denunciando os ataques da reitora que está em uma ofensiva contra o movimento estudantil, colocando cada vez mais PM´s no Campus, abrindo um processo de expulsão contra 80 estudantes na Faculdade de Arquitetura, a instalação de 170 câmeras no campus, a perda da autonomia dos centros acadêmicos, e prevendo até, como foi imposto pela burocracia universitária na Unesp, a proibição de panfletagem e atividades políticas no Campus. . Abaixo a ditadura da direção do CAELL! A Aliança da Juventude Revolucionária é a única chapa que denuncia o esquema burocrático e ditatorial típico das burocracias universitárias que tomam conta do DCE da USP, hoje nas mãos do PSol, que sequer defende os estudantes contra a repressão e que paralisa completamente qualquer iniciativa dos estudantes. A AJR denuncia o acordo montado entre a diretoria atual do CAELL, ligada ao grupo, Negação da Negação , e as outras “chapas amigas ”, como a do PSTU, que estabeleceram, entre quatro paredes, menos de uma semana de campanha eleitoral com seu grupo de amigos sem a participação estudantil, uma atitude equivalente à da burocracia estudantil da UJS/PCdoB para impor suas vontades e afastar ao máximo os estudantes da participação em seu próprio centro acadêmico. Esta é a menor campanha de todos os tempos iniciada em meio ao feriado desde terça-feira passada e que irá se encerrar com a votação entre os próximos dias 8 e 9, com o agravante de que está se dará em meio ao processo eleitoral para a nova diretora do DCE (Diretório Central dos estudantes). As campanhas passadas tiveram pelo menos três semanas. Imediato adiamento das eleições! A chapa da AJR defende o adiamento imediato das eleições para que haja pelo menos um mês de campanha eleitoral e que se adie a inscrição de chapas para pelo menos uma semana, para que se amplie a discussão entre os estudantes, para que se explique o que é o processo eleitoral e se defenda o debate o mais amplo possível sobre os programas das chapas. A AJR defende a reformulação geral do estatuto do centro acadêmico, para que se rediscuta entre todos os estudantes os meios para garantir a organização e participação ativa no centro acadêmico de todos os estudantes e a convocação, se eleita, de novas eleições no início de 2007 para que se garanta uma ampla participação e uma verdadeira campanha eleitoral e se debata entre os estudantes o programa de cada chapa, ou seja, mais um processo de organização e mobilização dos estudantes. A AJR está em campanha de abaixo-assinado e panfletagem e já recolheu centenas de apoios nas salas de aula através da denúncia contra a burocracia que se instala de meia dúzia de amigos contra cinco mil estudantes. |