Chapa AJR – Reconstruir o CAELL pela base!
AJR apresenta programa para um centro acadêmico que sirva para a luta dos estudantes

6 de novembro de 2006

Veja aqui o programa da chapa da AJR – Reconstruir o CAELL pela base, chapa encabeçada pela juventude do PCO e que concorrerá às próximas eleições para o centro acadêmico de Letras da USP, curso que reúne mais de cinco mil estudantes e cuja campanha teve início dia 30 de outubro

A AJR (Aliança da Juventude Revolucionária) participa das eleições para a nova diretoria do CAELL em defesa de uma diretoria combativa e independente da burocracia estudantil e universitária pela organização dos estudantes pela base, ou seja, através da sua participação massiva em defesa da universidade pública, de seus interesses e por um centro acadêmico combativo

Fora os bancos

A atual reitoria, apoiada e apontada para governar pelas fundações privadas, pelos bancos e os negócios privados na universidade impõe ditatorialmente a defesa de seus interesses capitalistas.

Na Letras, o maior curso da USP e também o mais sucateado, a reitoria já negocia, à revelia dos estudantes a intervenção do banco Santander para utilizar sua marca na formação de professores de espanhol. O Banco utilizaria a marca e professores da USP para promover cursos à distancia de baixíssima qualidade, e já se cogita inclusive abrir uma sala na universidade com um professor pago pelo banco.

Esta decisão unipessoal da reitora Suely Vilela visa colocar sob controle dos capitalistas os rumos dos diversos cursos de línguas e matérias optativas, além de abrir a brecha para uma intervenção cada vez maior de empresas sobre o curso e inclusive futuras taxas. Este é mais um passo em direção á privatização da universidade.

Verbas públicas somente para a universidade pública!
Fora os bancos da USP!
Fim das fundações privadas!

Ao mesmo tempo em que a reitoria quer abrir o espaço físico e a estrutura da universidade argumentando como sempre a falta de verbas, já foi aprovado um projeto da construção de um hotel de luxo de R$ 30 milhões para conferências empresariais na USP, enquanto a verba prometida para a FFLCH desde a greve de 2002, de cerca de R$ 1 milhão, está paralisadas pelas instâncias burocráticas da universidade.

Já foi também decidido no Conselho Universitário formado pela maioria de professores conservadores e a reitoria, a cobrança do circular.

A situação calamitosa do prédio (banheiros, salas dos professores, falta de um auditório, etc), a falta de professores, a biblioteca com falta de livros estão intimamente ligados aos interesses dos empresários e de seus governos.

Não ao hotel de luxo!
Não às taxas na USP!

A diretoria da FFLCH, de Gabriel Cohn, quer aprovar a intervenção nos espaços estudantis, aprovando a centralização do dinheiro do centro acadêmico pela reitoria. Somos contra qualquer interferência da reitoria no movimento estudantil e no direito à livre organização dos estudantes.

O ranqueamento é o resultado do sucateamento da universidade pública e da Letras. Após passar por um processo de vestibular que impede o acesso da maioria da juventude à universidade, os estudantes da Letras são obrigados a fazer um segundo vestibular, graças ao s sucessivos cortes de verbas promovidos pelo governo estadual e sancionados pelo governo federal que impedem que os cursos se estruturem minimamente.

Mais verbas para a USP!
Não ao ranqueamento!
Mais verbas e contratação imediata de professores para a Letras!
Não ao jubilamento!
Fim das listas de presença!

Não à repressão

Para responder à organização dos estudantes que se levantam cada vez mais contra a falência da universidade. Como já denunciamos a repressão é generalizada a nível nacional.
A AJR formou um comitê contra as expulsões da Unesp há um ano e meio
Na USP diversos casos surgiram este ano, principalmente no final do último semestre. A reitoria da USP indicada pela dupla direitista Alckmin Lembo, membro da organização de extrema direita Opus Dei e oriundos do velho regime ditatorial, colocam em prática uma verdadeira caça às bruxas contra o movimento estudantil.

Paralelamente à verdadeira invasão da PM no Campus, com viaturas espalhadas que rondam constantemente a universidade, está sendo feito um número crescente de ameaças de punições, como há muitos anos não se via:

•  ao mesmo tempo em que foram abertas 80 sindicâncias na faculdade de Arquitetura contra estudantes, com vistas a expulsa-los, foi divulgado pela reitoria da USP durante as férias, a instalação de quase 170 câmeras em todo o campus para espionar as atividades dos estudantes.

•  Os diretores do centro acadêmico de Letras já haviam sido ameaçados de punição no incício do ano por escreverem nas paredes do espaço dos estudantes.

•  No início deste semestre de volta às aulas um estudantes da ECA chegou a ser preso por questionar a presença as viaturas da PM e a intervenção da mesma no campus.

•  A Polícia Federal do governo Lula foi chamada para reprimir os estudantes, invadindo e lacrando a rádio Livre dos estudantes da História que funcionava há anos na universidade

•  Os estudantes da FAU denunciaram a proibição de distribuição de panfletos no Campus

•  A reitoria prepara o cerco contra os centros acadêmicos que podem ter suas contas centralizadas pela reitoria, como já ameaçou o diretor da FFLCH.

•  Há ameaça constante de realização de festas, argumento utilizado para a repressão dos 80 estudantes na FAU

•  A reitoria impede em vários cursos, e espaços da universidade a colagem de cartazes

•  A entrada de estudantes na universidade passou a ser controlada com a apresentação de carteirinhas

•  A USP Leste é totalmente isolada da região mais pobre da cidade, funcionando como uma verdadeira universidade privada na qual documentos são exigidos na entrada e os estudantes sequer têm direito à representação estudantil, à formação de CA´s à colagem de cartazes e aa realização de fesas. A presença da PM no Campus é freqüente

Retirada imediata da PM do campus!
Total liberdade de organização e manifestação para os estudantes e o movimento estudantil
Cancelamento de todas as sindicâncias
Revogação de todas as punições!
Manutenção dos espaços estudantis
Fim das câmeras, do controle da entrada e todos os mecanismos totalitários de controle da vida estudantil
Defesa do ensino público e gratuito!
Não à Reforma Universitária!
Mais verbas para a universidade pública!
Fim dos ataques à assistência estudantil (bandejão, moradia, bolsas)
Ampliação e melhoria das condições de estudo

Exigimos que o CAELL promova a divulgação do processo eleitoral para a sua diretoria para que os estudantes possam controlar as eleições e o futuro de seu próprio centro acadêmico democraticamente.
Que haja uma reunião amplamente divulgada onde se discuta o funcionamento das eleições com todos os estudantes.
Exigimos o imediato adiamento das eleições dos dias 8 e 9 para que haja uma campanha ampla de pelo menos um mês e também que se adie o prazo de inscrição das chapas estudantis em uma semana a fim de que todos os estudantes possam discutir a fundo o programa de cada chapa e para colocar abaixo a burocracia da atual diretoria que quer manter o controle do Centro Acadêmico nas mãos de meia dúzia de amigos!

Propomos, se eleitos, realizar um congresso e aprovar novos estatutos mais democráticos e que prevejam a ampla participação dos estudantes no CAELL. Defendemos também se eleitos a realização de novas eleições no início do ano para renovar o centro acadêmico e transforma-lo em um verdadeiro instrumento da luta dos estudantes.

Defendemos que o centro acadêmico publique um órgão informativo regular e realize assembléias, reuniões e plenárias amplamente divulgadas para garantir desta forma uma ampla participação dos estudantes.

Por uma diretoria contra as atividades esvaziadas, de encontros fantasmas, burocráticos e enfadonhos feitos para afastar os estudantes.