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UNE Meia-entrada
UNE defende máfia das carterinhas
9 de agosto de 2006
A burocracia da UNE, totalmente contra os estudantes, defende a volta do monopólio pela entidade das carteirinhas
O Projeto de Lei n° 5205/5 que pretende regularizar o direito a meia-entrada determinando a obrigatoriedade da venda de meia-entrada ficará limitada a 30% dos ingressos para eventos culturais e esportivos. Além disso, o projeto estabelece que os valores resultantes da aplicação do desconto poderão ser descontados no imposto de renda das empresas que promovem os eventos, ou seja, a população vai pagar para ter acesso a um direito. Um projeto totalmente contra os estudantes e a favor dos empresários.
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta, declarou que “o direito à meia-entrada para os estudantes está ameaçado”, teve a cara de pau de dizer que há muitas fraudes e a desregulamentação, através de medida provisória, facilitou a identificação estudantil, e os produtores acabam dobrando os preços dos ingressos.
A UJS, juventude do PCdoB, burocracia do movimento estudantil, que está há 15 anos na direção da UNE não tem nenhum vínculo com as necessidades estudantis. É preciso acabar com a burocracia como um todo, liquidando todos os privilégios burocráticos e as fontes de corrupção do movimento estudantil criado pela burguesia como o famigerado esquema das carteirinhas.
Esta degeneração é o resultado da política de colaboração de classes que se expressa nas frentes populares. A luta por uma nova direção e pela reconstrução da UNE é uma mesma luta que a pela independência do movimento estudantil diante da burguesia. O esquema das carteirinhas foi a corrupção, pelo estado, das direções estudantis. Os esquemas de sustentação das entidades estudantis através do Estado ou dos capitalistas da educação deve acabar. Devemos reivindicar não apenas a meia-entrada, mas o passe livre nos eventos culturais, com a apresentação de qualquer identificação estudantil.
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