
| São Paulo Manifestantes da Frente de Luta Contra o Aumento (FLCA) protestaram nesta quinta-feira durante a inauguração do Expresso Tiradentes, o ex-Fura-Fila, que custou mais de R$ 800 milhões em dez anos de obras. No momento em que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) discursava, os manifestantes gritaram palavras-de-ordem de "Fora Kassab!" e levantavam cartazes dizendo "R$ 2,30 é um roubo". Um dos estudantes, Maurício Gomes da Silva, de 24 anos, subiu em uma escada rolante com o cartaz ao lado do palco onde estavam Kassab e Serra que tiveram de interromper seus discursos diante de suas palavras de ordem. A segurança interveio e reprimiu o protesto. Um dos integrantes da Frente disse ter sido agredido com uma joelhada no estômago por um dos seguranças. Três manifestantes entraram no evento que foi fechado à população, com exceção de autoridades da prefeitura e das subprefeituras, todos convidados. Serra, ignorando a forte segurança do local que impediu a entrada da população tentou desmoralizar o ato. “Foi uma pessoa no meio de 2 ou 3 mil. Se todo protesto fosse assim, estaria ótimo”, disse Serra (site G1, 8/3/2007) Quando questionado pela imprensa sobre o superfaturamento da obra, Kassab atribuiu problemas às gestões anteriores. “Como uma obra pode ser tão cara?”, perguntou um repórter do site Terra. O Fura-Fila, umas das obras conhecidas pelo superfaturamento das empreiteiras em São Paulo. foi iniciado nos governos de Maluf e Celso Pitta, mandatos dos quais Kassab era secretário. Desde lá a obra mudou de nome três vezes em uma tentativa de acobertar o escândalo. Nas gestões Pitta e Maluf, a família Kassab aumentou em três vezes a sua renda ocupando a Secretaria dos Transportes. Os irmãos do atual prefeito, Marcos Kassab e Pedro Kassab ocupam até hoje, como herança daquelas gestões, a administração do Metrô e empresas de contabilidade das viações de ônibus na cidade, que definem os estudos para aumentar as passagens. O Expresso Tiradentes começará a funcionar no sábado, com o preço da passagem que será cobrada da população de R$ 2,30.
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