Campanha contra as punições
A AJR recolhe mais de duas mil assinaturas contra as punições dos estudantes da USP no 50º Conune

A campanha contra as punições aos estudantes que ocuparam a reitoria da USP contou com o apoio de mais de dois mil participantes do Congresso da UNE, realizado em Brasília do dia 4a 8 de julho

11 de julho de 2007

A desocupação da reitoria da USP se deu com um acordo em que garante a punição aos ocupantes, pois a carta assinada pela reitora Suely Vilela, deixa bem claro que serão avaliados os supostos excessos e abusos que os estudantes cometeram durante a ocupação e que ainda seria formada pela reitoria uma Comissão de Sindicância para averiguar todos os fatos. Fato é que, foi exatamente com uma Comissão de Sindicância que a reitoria da Unesp, Universidade Estadual Paulista, expulsou sete estudantes de Franca, por realizarem um ato contra a situação do prédio onde está instalada a faculdade, que nada mais nada menos possui 72 pontos de risco (de incêndio e desabamento) e também foi respondendo a um processo de sindicância que as militantes Cíntia Bossolani e Aline Toledo, da Aliança da Juventude Revolucionária, foram suspensas por seis meses da universidade.
Na USP, além de um estudante já estar sofrendo processo criminal, tanto a reitora, quanto o governador do estado de São Paulo, José Serra, já declararam diversas vezes à imprensa que haverá sim punições.
Diante disso, os militantes da AJR e outros estudantes que defenderam a ocupação e ocuparam a reitoria durante os 51 dias, começaram uma campanha, recolhendo assinaturas contra as punições dos estudantes das três universidades estaduais paulistas, a USP, a Unesp e a Unicamp.
A primeira reunião já está marcada para esta quinta-feira, dia 12, e acontecerá no porão do prédio dos cursos de ciências sócias e filosofia, espaço que os estudantes ocuparam há pouco tempo para ser um espaço dos estudantes, na USP.
No início deste mês, do dia 4 a 8 de julho, alguns militantes da AJR estiveram em Brasília, participando da 50ª edição do Congresso da UNE, fazendo a campanha e recolhendo assinaturas. Ao todo foram mais de dois mil estudantes que participaram da campanha.
Além dos estudantes, vários parlamentares e sindicalistas apoiaram a campanha. Entre eles, , Ricardo Berzoíni do PT, Luciana Genro e Heloísa Helena do PSol, Artur Henrique, presidente da CUT, Narciso Fernandes, advogado da comissão de anistia, e outros advogados membros da mesma comissão.
Tanto esses abaixo-assinados, quanto os e-mails, fax e cartas serão enviados à reitoria, ao conselho universitário, ao governador e ao secretário de justiça. É necessário combater a imprensa que está fazendo uma imensa campanha contra os estudantes, com intrigas e calúnias, que são uma clara manobra para criminalizar o movimento.
A tarefa do momento, que foi proposta pelos militantes da AJR em suas intervenções no Congresso da União Nacional dos Estudantes, foi a de que cada um voltasse para sua universidade, mobilizasse os estudantes e organizasse comitês contra a repressão ao movimento estudantil.
É necessário fazer uma ampla campanha, com cartazes, adesivos, camisetas, boletins, vídeos e documentários contra a punição daqueles que lutam em defesa da universidade pública.
Pois só assim os estudantes poderão se organizar livremente para poder lutar por suas reivindicações.