Passe-livre
Estudantes fazem manifestação em Campinas contra o aumento da passagem

18 de março de 2007

Nesta quinta-feira, cerca de 600 estudantes e trabalhadores pararam a região central da cidade na primeira manifestação do ano contra o reajuste da passagem de ônibus. Como sempre, o aumento do transporte público se deu durante o período de recesso das aulas, no dia 19 de dezembro do ano passado, como forma de evitar os protestos da população.

A passeata ocorreu no período da manhã e contou com a presença de estudantes de diversas escolas localizadas no centro da cidade, como os colégios Culto à Ciência, Bento Quirino, Carlos Gomes, Orozimbo Maia e outros. A revolta é resultado do aumento abusivo da passagem que subiu de R$ 2,00 para R$ 2,25.

Apesar de pacífico, o ato foi acompanhado por um forte esquema policial, utilizado pelo prefeito da cidade, Hélio de Oliveira Santos (PDT) e pelos empresários das empresas de ônibus, para reprimir a manifestação. A passeata terminou em frente ao Paço Municipal, sede da Prefeitura, que estava cercada por grades e por centenas de guardas municipais.

Desde 2001 foram realizados na cidade oito grandes protestos contra o reajuste das passagens de ônibus que, desde este período vinha sendo superior à tarifa pública cobrada na Capital do estado, que hoje está em R$ 2,30. Na maior parte dos protestos, que já chegaram a reunir milhares de estudantes, houve sérios confrontos com a polícia, resultando em inúmeros manifestantes presos e feridos.

As mobilizações contra o aumento das passagens e pela conquista do passe-livre para toda a juventude e trabalhadores desempregados é uma tendência que vem se desenvolvendo por todo o País como uma resposta da população contra a máfia dos transportes públicos, que financia os donos das empresas de ônibus mediante o financiamento do estado e a exploração dos trabalhadores.