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DCE, PSol e PSTU afirmam que estavam servilmente a favor da reitoria
1º de agosto de 2007
Em Carta publicada de forma suspeita no Blog da ocupação, burocracia estudantil deixa claro que era a polícia da reitoria na ocupação
Durante os 51 dias de ocupação da reitoria da USP, foi possível constatar as ações do bloco conciliador formado já no início pelo DCE (PCdoB, PT e MR-8/ PMDB), o PSol, o PSTU e, mais tarde a LER-QI, realizaram uma política de permanente sabotagem da ocupação que terminou com uma operação deliberada de traição aos estudantes da USP resultando na desocupação, com a assinatura de um acordo de punição.
No dia 3 de maio, primeiro da ocupação, defenderam medidas voltadas a policiar os estudantes em defesa dos segredos e negociatas da reitoria e do patrimônio da universidade.
Assumem isso em documento assinado pelo DCE e as entidades estudantis, totalmente paralisadas, nas mãos do PSTU, PSol e LER “desde o primeiro dia de ocupação da Reitoria da USP, a preocupação com a segurança do patrimônio público tornou-se prioritária para o movimento de ocupação; afinal seria um contra-senso reivindicar o caráter público da universidade e sua autonomia promovendo a destruição de seu patrimônio”.
Entretanto, esta era a posição deles. O movimento tinha o objetivo claro de revogar os decretos do governador Serra do PSDB, que feria a relativa autonomia das universidades entre outras reivindicações sentidas pelos estudantes como falta de vagas na moradia, de professores e inclusive de prédios para aulas.
O bloco fez um acordo com a reitoria para manter 14 seguranças da reitoria dentro do prédio, fato que foi revertido pela presença massiva de estudantes que apoiaram a ocupação em uma plenária, garantindo a retirada dos seguranças.
No documento é dito que “uma das medidas tomadas pela primeira assembléia deliberativa da ocupação, feita poucas horas após a entrada nos prédios, foi a de criar uma comissão de segurança com membros rotativos. Esta comissão era responsável por zelar pela preservação do espaço físico, não permitindo o acesso de pessoas aos andares superiores dos prédios; estabelecia-se, assim, um limite físico para a movimentação dos ocupantes que ficou restrita apenas às áreas do andar térreo. Foram montadas barricadas nas escadas de acesso aos andares superiores que eram vigiadas 24 horas por dia pelos membros que, rotativamente, participavam da comissão de segurança.”
A plenária da ocupação definiu que a comissão de segurança deveria garantir a manutenção da ocupação e a segurança dos ocupantes e não “defender a reitoria” dos próprios estudantes, como fazem entender pelo documento.
Chegaram ao absurdo de querer impedir que os estudantes e correntes de esquerda, como a AJR, filmassem e propuseram dar livre acesso à imprensa burguesa que, durante todo o movimento, caluniou e fez intrigas contra a ocupação e também perderam. Um crime, visto que já foi inclusive anunciado pela reitoria e governo que utilizarão imagens da imprensa burguesa nos processos criminais, que foram abertos contra os ocupantes.
A intransigência da reitoria, a ameaças do governo Serra de utilizar a tropa de choque e os ataques cínicos da imprensa não conseguiram a desocupação da reitoria, sem o atendimento das reivindicações. Isso foi obtido de dentro do movimento pelo PSTU, PSol e LER que diziam apoiá-lo mas na realidade estavam integralmente ao lado dos inimigos da ocupação.
Agora DCE, PSol, PSTU e LER, estão defendendo junto com a reitoria e o governo, a punição dos estudantes, explicando para a reitoria que os danos não foram evitados e os culpados poderão ser punidos.
São verdadeiros agentes da reitoria e devem ser denunciados aos estudantes. Os estudantes em luta devem atacar a reitoria que quer reprimir para calar o movimento estudantil e permitir a destruição da universidade pública. |