CACH-Unicamp
PSTU e PSOL contra a greve

1º de março de 2007

Numa manobra para confundir os estudantes, o DCE da Unicamp, dirigido pelo PSol, propôs que a frente de luta pela greve se diluísse em um abstrato Comitê Contra a Reforma Universitária; proposta recebida com toda a alegria pelo PSTU

Na segunda-feira, 26, o CACH – Unicamp que representa os estudantes de História e Ciências Sociais, dirigido por PSTU/LER/RP fez uma primeira reunião após o retorno às aulas. Foi o dia de recepção dos calouros e o primeiro dia da calourada do Instituto. Estavam presentes na reunião, que tinha como pauta a discussão sobre o decreto de Serra, a “chopada” do instituto e uma discussão sobre finanças. Cerca de 35 pessoas estavam presentes, sendo três ou quatro calouros, que já puderam ter contato com o tradicional clima repressivo que envolve estas reuniões, criado pela esquerda pequeno-burguesa, principalmente PSol e PSTU: não respeitam a fala das pessoas, dão risadinhas cínicas se algum estudante ousa propor algo diferente do já estabelecido, entre outros.

No início da reunião, o PSTU defendeu que o primeiro ponto fosse sobre a administração das finanças do CA. Graças à intervenção dos estudantes da AJR, a discussão sobre o decreto de Serra que visa a retirar verbas da universidade, uma questão de importância fundamental nesse momento foi levada para primeiro plano. Durante a discussão, a AJR propôs uma Frente Única de luta pela construção da greve no IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) seguindo a proposta da reunião pela organização da greve que aconteceu sábado na USP.

Porém, depois de muito falatório e enrolação entre as correntes “amiguinhas” da esquerda, o DCE/PSol, tentou manipular a deliberação tirada na reunião de sábado, numa clara empreitada contra a greve. Não sendo bem sucedidos nessa manipulação, partiram para o “plano B”. Numa manobra para confundir os estudantes, o DCE/PSol propôs que a frente de luta pela greve se diluísse em um abstrato Comitê Contra a Reforma Universitária. Tal proposta foi recebida com toda a alegria pelo PSTU, apoiando esta clara proposta desmobilizante. Graças a essa confusão pregada pelo PSol e apoiada pelo PSTU, confusão que fica clara quando notamos o número razoavelmente grande de abstenções, a proposta anti-greve do PSol foi aprovada.

Na discussão sobre finanças, mais uma vez a gestão do CACH mostrou sua desorganização, apesar de receber entre 1500 e 2000 reais por mês da reitoria, puseram os estudantes diante de uma burocrática discussão meramente administrativa sobre o dinheiro. Subordinam as necessidades do movimento ao dinheiro que recebem da reitoria, não o contrário. Por isso, a AJR defendeu a independência financeira dos estudantes através de campanhas financeiras. Com isso, torna-se cada vez mais claro que a AJR é a verdadeira força de oposição dentro da Unicamp, pois representa de fato os interesses de luta da maioria dos estudantes. É notável como todas as outras correntes vão formando um verdadeiro bloco contra a corrente operária-estudantil. Por mais que “briguem” entre elas, quando se trata de representar os verdadeiros interesses dos estudantes, se unem contra a única força que o faz.