USP
Fora Rodas, Sueli Vilela e Serra!

1º de setembro de 2007

Governo, reitoria e diretoria juntos para reprimir o movimento estudantil e manter a destruição da universidade pública

A ocupação da reitoria da USP expôs para toda a sociedade a situação em que se encontra a universidade pública brasileira, visto que a USP está entre as melhores universidades do mundo.

Este levante dos estudantes, uma verdadeira mobilização de massas, assustou a direita fascistóide do PSDB que dirige a universidade.

Para tentar impedir o crescimento e desenvolvimento da luta dos estudantes, está havendo por parte do governo Serra, da reitora da USP Sueli Vilela e como foi visto na Faculdade de direito da USP, o diretor João Grandino Rodas, a tentativa de impedir a atividade política dos estudantes.

O governo foi confrontado por uma parte das massas, os estudantes, que teve como conseqüência colocá-lo em xeque.

Grandino Rodas: manobras para calar os estudantes

Na Faculdade de Direito da USP do Largo São Francisco, o diretor João Grandino Rodas desferiu um duro ataque, tipicamente fascista, contra os estudantes. Foi montada uma operação para acabar com qualquer direito de manifestação e organização no movimento estudantil da USP.

A pretexto do que ocorreu no dia 21 de agosto, com a fachada da “Jornada de Lutas” comandada pelo PCdoB, PSTU, PSol e outros movimentos populares, fizeram um show para a imprensa na Faculdade do Largo São Francisco. O diretor convocou uma assembléia para destituir a diretoria do CA XI de Agosto, Centro Acadêmico da Faculdade de Direito, por terem apoiado a manifestação. Uma operação montada claramente para atacar qualquer liberdade do movimento. A tentativa de destituir um Centro Acadêmico a força porque apoiou uma manifestação, mostra que o diretor fascista da São Francisco quer calar completamente os estudantes. Assim se concretizaria o sonho de Serra, controlar toda e qualquer iniciativa e luta dos estudantes.

A assembléia, com um número mínimo de estudantes, foi uma verdadeira “operação policial”. Feita a portas fechadas, só os estudantes com carterinha da faculdade de Direito e com o nome na lista entravam. O diretor Grandino Rodas fez propaganda da assembléia no jornal burguês Folha da S. Paulo, o que já levantou sérias suspeitas.

Os alunos foram liberados das aulas para que pudessem participar da assembléia, Rodas também disponibilizou o Salão
Nobre da faculdade. Segundo os estudantes, o Salão Nobre nunca é liberado para qualquer atividade estudantil apenas para atividades de outro caráter, sendo cobrados R$ 5.000.

Além de tudo, ainda cedeu os guardas universitários para garantir que “apenas os estudantes de direito entrassem”.

Juntamente com os guardas universitários estava um aluno da faculdade, pupilo de Grandino Rodas, que estava na porta com uma camiseta com as inscrições de DOPS e Esquadrão da Morte proibindo a entrada dos estudantes.

Até mesmo estudantes de pós-graduação da faculdade foram impedidos de participar da assembléia. Estudantes que tentavam entrar para acompanhar a assembléia eram empurrados pelos guardas da reitoria e alguns estudantes ainda receberam ameaças. Alguns estudantes foram expulsos de dentro do Salão por serem identificados pelos estudantes fascistas, que controlavam a assembléia, de serem de outras unidades que não a da Faculdade de Direito.

Muitos estudantes deixaram a assembléia antes do término revoltados com o acontecido.

Toda esta operação fascistóide partiu de uma reunião convocada pelo diretor Rodas com estudantes de direita e, ao que tudo indica, parte da própria diretoria do Centro Acadêmico.

A Faculdade de Direito do Lago São Francisco, tem uma trajetória de lutas pela democracia, como inclusive o próprio Rodas reconhece um caso em seu artigo “Os fins não justificam os meios” publicado na Folha de S. Paulo em que os estudantes ocuparam a faculdade em 1968 por 26 dias para reivindicar a reestruturação do curso e em protesto contra a ditadura militar. Entretanto, quebrando esta tradicional posição, Rodas quer se impor à força e acabar com a organização estudantil, impondo o que o movimento estudantil pode ou não fazer.

Mancomunados com Serra

A reitoria Suely Vilela não pôde colocar a polícia para tirar os estudantes da reitoria da USP, que seria uma derrota política ainda maior do que sofreu. Entretanto, agora quer punir todos os estudantes e apoiou a medida fascistóide de Rodas de reprimir duramente os manifestantes e colocar a Tropa de Choque para retirar estudantes da faculdade de Direito. Serra também se aproveitou da manifestação de fachada, muito fraca para tentar recuperar a autoridade, tanto própria como a da polícia, que ficou totalmente desmoralizada com a constante ameaça de entrar na reitoria da USP, que foi enfrentada pelos estudantes.

Os estudantes não podem mais aceitar esta ditadura imposta pelo governo, reitoria e diretoria dentro da USP e devem organizar um movimento para tirar os que atacam os estudantes e a universidade pública.

É preciso iniciar já uma campanha contra os métodos fascistas de Serra, Sueli Vilela e Rodas para mobilizar todos os estudantes e garantir o direito de expressão e organização do movimento estudantil e a luta em defesa do ensino público.