| Faculdade de Direito da USP
Manobra fascista para controlar pela força o movimento estudantil
1º de setembro de 2007
Operação fascista para reprimir os estudantes na Faculdade de Direito da USP tem que ser repudiada pelos estudantes e combatida para garantir a organização e independência do movimento estudantil
Na última quinta-feira, dia 30, foi organizada na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, uma operação fascista para atacar o movimento estudantil da USP. Uma assembléia, organizada pelo diretor da faculdade, João Grandino Rodas, foi realizada para que alguns estudantes direitistas destituíssem a direção do Centro Acadêmico (C.A XI de Agosto), fosse destituída por ter apoiado, sem o conhecimento dos estudantes, a ocupação da Faculdade de Direito da semana do dia 20 de agosto. Esta ocupação fazia parte da farsa da “Jornada de Lutas” pela educação que reuniu PCdoB, PT, PSTU e PSol além de alguns movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Este foi o pretexto para que o diretor fizesse uma assembléia a portas fechadas em que os estudantes da USP não podiam participar.
Reação fascistóide
A assembléia fascista organizada pelo diretor Grandino, que não contou com mais de 100 alunos, foi uma verdadeira operação policial que incluiu até guardas porta para impedir a participação dos estudantes.
Primeiro os alunos foram liberados das aulas pelo diretor para participar da assembléia, o diretor também liberou o Salão Nobre da faculdade, local que é disponibilizado somente em atividades solenes e que cobra o aluguel de R$ 5.000 para a operação fascista fosse realizada, e para assegurar que os estudantes não participassem, colocou na frente da porta do salão cinco capangas da guarda universitária para barrar a entrada de estudantes que não fossem da São Francisco. Para entrar, os alunos tinham que apresentar uma carteirinha de estudante da Faculdade de Direito e ainda confirmar o nome em uma lista com os nomes dos estudantes da faculdade e antes de entrar no Salão Nobre recebiam uma cédula de votação.
Estudantes da pós-graduação, sem carteirinha e do campus do Butantã foram sumariamente proibidos de entrar e ainda recebiam ameaças de agressão dos guardas do diretor que estavam na porta do salão. Junto com os guardas universitários havia um estudante direitista, capacho da direção da faculdade, que controlava quem entrava ou não na assembléia.
Condições para a repressão
A reação fascista do diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, foi, com certeza um ataque ao movimento estudantil da USP que no último período lutou de forma independente contra os ataques da direção da faculdade e do governo Serra contra a universidade pública.
A repressão que está acontecendo na Faculdade de Direito teve início quando a Tropa de Choque de Serra foi acionada para tirar os manifestantes que ocuparam a faculdade na chamada “Jornada de Lutas”, oposição de fachada ao governo Lula, organizada pela esquerda principalmente pelo PT-PSTU-PSol e principalmente pelo PCdoB e a UNE (União Nacional dos Estudantes).
A ocupação era uma fachada que foi acertada previamente com o diretor, João Grandino Rodas e o PCdoB, como disse a presidente da UNE, Lúcia Stumpf em entrevista: “Segundo Lúcia, a UNE avisou, antes da manifestação, ao diretor João Grandino Rodas que haveria uma ocupação de 24 horas na Faculdade e ele fez um acordo com os estudantes de não chamar a polícia” (Conversa Afiada, 22/8/2007).
Com isso o PCdoB criou as condições para que houvesse a repressão aos estudantes.
A reação do diretor em chamar a Tropa de Choque e a tentativa agora, com a operação policial da assembléia do diretor Rodas, de destituir o CA da Faculdade de Direito à força por ter apoiado uma manifestação é uma manobra fascista para tentar fazer o que não conseguiram, a reitora Suely Vilela e José Serra, na ocupação da reitoria da USP no primeiro semestre, reprimir os estudantes e controlar à força o movimento estudantil.
É necessário defender a democracia no movimento estudantil diante da repressão do governador José Serra e seus discípulos nas direções das universidades. Por uma campanha entre os estudantes para varrer da universidade o diretor João Grandino Rodas, a reitora Suely Vilela e o principal responsável pelo sucateamento das universidades públicas estaduais e pela repressão ao movimento estudantil o governador José Serra.
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