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Serra e os fascistas da USP querem proibir atividade política dos estudantes
1º de setembro de 2007
Na tentativa de impedir o fortalecimento e ampliação do movimento estudantil, que está em ascenso, Serra e seus seguidores fascistas atacam movimento estudantil
Os governos burgueses, para manter sua política serviçal aos bancos e empresários e ataque à vida da população, aumentam sistematicamente a repressão aos movimentos que surgem em oposição. Nas universidades públicas ocorre um verdadeiro crime. O corte de verbas está trazendo abaixo, literalmente, as universidades, como vemos no caso da Unesp-Franca e UEL (Universidade Estadual de Londrina).
Nas universidades públicas, as reitorias e direções das faculdades, a mando de Serra, procuram proibir todo tipo de manifestação dos estudantes, distribuição de panfletos, colagem de cartazes, festas, o que já resultou em centenas de sindicâncias e inclusive expulsões. Apenas na USP foram mais de 80 estudantes sofrendo processo de sindicância, na Unesp, em um mesmo ano, foram 25 estudantes perseguidos, sete expulsos, dois suspensos. Dois militantes da AJR (juventude do PCO) foram suspensos da Unesp de Araraquara sob a acusação de distribuírem panfletos na universidade.
Após a ocupação da reitoria da USP, em que a reitoria e o governo de Serra do PSDB não conseguiram impedir a duração de 51 dias, estão preparando a repressão, que apenas não ocorreu devido ao medo que ainda há do forte movimento de maio e junho. O movimento enfrentou a tropa de choque, o governo e a reitoria, entretanto sofreu um golpe pela “esquerda” PSTU e PSol que boicotaram o movimento, um verdadeiro movimento de massa em luta, e assinaram um acordo que prevê a punição dos estudantes. Apoiando-se nesta política de capitulação para a direita, a reitora Sueli Vilela está realizando um relatório com os “danos ao patrimônio” cometido pelos estudantes com o objetivo de incriminar o movimento, no qual será baseado para punir os estudantes que participaram da ocupação. Há inclusive inquéritos policiais abertos contra os ocupantes.
A tentativa de incriminar o movimento, tanto na USP, quanto Unesp e Unicamp revelam o objetivo de tirar a legitimidade das reivindicações estudantis e abolir os direitos políticos dos estudantes.
O fato mais recente e aberrante ocorrido foi na Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, num ataque da direita fascista, o diretor João Grandino Rodas, organizou uma operação policial para destituir o Centro Acadêmico, colocando a guarda universitária para proteger a assembléia fraudada. Um duro ataque aos estudantes e recado de que o movimento estudantil está sob o controle do diretor e no limite do próprio Serra.
Os governos burgueses, para se manterem no governo, precisam proibir completamente qualquer manifestação não apenas dos estudantes, mas de toda a população, em particular a classe operária, para evitar que se desenvolva em atividade política. Este regime burguês pseudodemocrático tenta impedir esta atividade para que não resultem em mobilizações como a ocupação da reitoria da USP em maio e junho, que foi um enfrentamento direto com o governo.
Dentro das universidades a situação de censura e repressão está se intensificando, na medida em que os estudantes estão saindo de um período de torpor causado pela ação da burocracia estudantil, uma barreira de contenção das lutas dos estudantes.
Todos os estudantes e organizações devem se unificar em torno da defesa da existência do movimento estudantil que se organize de forma independente.
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