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Burocracia que traiu a ocupação agora quer negociar em nome dos estudantes
20 de setembro de 2007
Em uma assembléia geral esvaziada na semana passada, os burocratas mirins do DCE/PCdoB/PT/PSol/PSTU, os mesmos que atacaram a todos os momentos a ocupação da reitoria da USP, haviam dado um golpe para se apropriar da comissão que irá negociar as reivindicações dos estudantes com a reitoria.
Nesta quarta-feira (19), outra assembléia ocorreu, desta vez na FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas), para que fosse eleito um representante do instituto para participar desta comissão. Foi feito um acórdão para eleger um representante do CAELL, Centro Acadêmico de Letras, composto por militantes do PSTU e como suplente, um representante do CAF, Centro Acadêmico de Filosofia, composto por militantes e simpatizantes do PSol.
Assim como na última assembléia, novamente a AJR, juventude do PCO, denunciou o golpe dado pelo bloco do DCE “mensalão” e do PSol-PSTU.
Ou seja, os mesmos centros acadêmicos que não apenas se abstiveram como se colocaram frontalmente contra a ocupação da reitoria da USP, uma das maiores lutas do movimento estudantil dos últimos 30 anos, agora querem se apropriar da comissão que vai discutir as conquistas dessa luta.
Depois de terem sido responsáveis pela derrota da ocupação, vão procurar entregar o pouco que os estudantes conseguiram com 51 dias de luta, de mão beijada para a reitoria.
A própria escolha de delegados por instituto e não em assembléia geral é uma maneira de tentarem dominar a comissão, se elegendo nos cursos que conseguem controlar melhor, golpe que ficaria dificultado numa verdadeira assembléia geral de estudantes.
Além disso, é um encobrimento do PSol-PSTU para que o DCE mensalão, que atacou publicamente os estudantes ocupados e quis negociar por fora com a reitoria durante a ocupação, entre na comissão para falar em nome dos estudantes. A conspiração contra os estudantes chegou ao ponto de, mesmo com os estudantes votando na última assembléia para que o DCE não participasse da comissão, fosse apresentada uma proposta pelo PSTU para que os membros do DCE pudessem ser eleitos nos cursos, ou seja, para que o DCE entre clandestinamente na comissão. O que é absurdo, uma vez que um punhado de estudantes de um curso jamais poderia ter mais poder de decisão do que os estudantes reunidos em assembléia geral da universidade.
Os estudantes de conjunto e em especial aqueles participaram e apoiaram a ocupação da reitoria da USP devem se mobilizar para impedir mais esse golpe da burocracia mirim do DCE (PT-PCdoB-PMDB), PSol e PSTU contra os estudantes.
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