USP
PSTU faz campanha para desarmar o movimento

Durante a ocupação, o PSTU boicotou insistentemente o movimento e agora protege a reitoria afirmando que o acordo “vitorioso” garante que não haverá punições

22 de agosto
de 2007
           
Contrariando a própria reitora, que declarou inúmeras vezes que irá punir os estudantes que ocuparam a reitoria da USP, o PSTU insiste em ser o cão de guarda da reitoria e afirmar que “não haverá punições”. Uma semana após o fim da ocupação em entrevista para a Rádio Eldorado, a reitora deixou bem claro que o termo de compromisso assinado entre a reitoria e os estudantes dizia que "os atos praticados ligados ao exercício de greve de protesto, se forem assim caracterizados como atos de manifestação é que não poderão conduzir à punição". Ou seja, as ações que ultrapassarem esse limite, serão, sim, punidas.” (Estado de S. Paulo, 27/6/2007). O próprio Estadão, jornal que defende o governo e a reitoria, afirma que haverá retaliações.

Em 2005, o resultado dessa política de servilismo ao governo teve conseqüências desastrosas. Mais de 25 estudantes sofreram perseguição na Unesp pelo governo do PSDB de Alckmin, sete inclusive foram expulsos e dois suspensos, por se manifestarem contra a destruição da universidade pública e este grupo direitista nada fez. Não lutar pelo direito dos estudantes protestarem e se organizarem significa abandonar toda e qualquer luta porque a defesa dos estudantes que estão lutando e das suas organizações é uma condição absoluta para a existência de qualquer luta que seja. Ao ignorar totalmente a punição de centenas de estudantes em todo o País pelos governos burgueses reacionários, se colocam contra o movimento estudantil e conseqüentemente e, portanto, contra a luta emd defesa do ensino público.

Durante o movimento de ocupação da reitoria da USP, foi possível uma experiência mais acabada com o grupo pelego.

A ocupação foi um movimento nacional de estudantes contra a destruição da educação pública superior, atacado pela imprensa burguesa sistematicamente, com inúmeras intrigas e calúnias contra os ocupantes. O PSTU, juntamente com o PSol e LER-QI participaram de uma conspiração contra um movimento de massas, que há mais de 30 anos não ocorria no movimento estudantil, boicotando e isolando a ocupação. Dispersaram a greve nos cursos, não chamando ninguém para fortalecer a ocupação.

O PSTU tenta agora esconder sua acintosa traição falsificando a realidade afirmando que o acordo de punição da reitora foi uma “vitória do movimento” e não haverá, sem sombra de dúvidas, repressão ou retaliações contra os ocupantes.

É uma política criminosa que não corresponde minimamente aos interesses do conjunto dos estudantes ou do movimento estudantil. As propostas de “luta” quaisquer que seja apresentada por eles, não passam de pura demagogia, que não será colocada em prática, porque qualquer proposta séria de luta vai se chocar com a perseguição da burguesia, que não estão dispostos a enfrentar.