| Juventude mensalão
DCE da USP ganha R$ 20 mil do PSDB para apoiar decreto
22 de março de 2007
A paralisia do movimento estudantil na USP diante dos decretos do governo José Serra, que aprovou nas férias as maiores atrocidades dos últimos tempos, está diretamente ligada à uma campanha do DCE contra qualquer mobilização estudantil independente
A política pela paralisia do movimento estudantil diante dos ataques de José Serra (PSDB) em São Paulo, o governo dos decretos e da repressão, é impulsionada pela aberta corrupção da atual direção do DCE (Diretório Central dos Estudantes).
Esta direção que acabou de assumir, a chapa “Camarão que dorme a onda leva”, formada pela juventude mensalão do PT, PCdoB e PMDB, admitiu na primeira reunião deste ano do CCA (encontro de centros acadêmicos), realizada no último dia 17 de março, que recebeu, somente para as atividades da Calourada, Unificada, R$ 20 mil da reitora Suely Vilela.
O DCE sequer se coloca diante do decreto do corte de verbas aprovado por Serra. “O DCE da USP ainda não fechou avaliação sobre os decretos”, (Jornal do Campus, 21/3/2007). Os DCE se cala diante do corte, aprovado em janeiro, que pode ir de R$ 600 milhões até R$ 1 bilhão este ano, e também diante da retirada da autonomia universitária com a criação de uma secretaria do governo que irá controlar o uso de verbas na universidade, acabando com a conquista da parcial autonomia universitária conquistada em 1989. Em uma completa adaptação ao DCE, o PSol (ex-direção do DCE) e oo PSTU se recusam a realizar uma campanha entre os estudantes e são contra a greve estudantil, se colocando estritamente contra a paralisação estudantil, formando uma frente em defesa do governo.
Comendo na mão de Serra
Mesmo recebendo R$ 20 mil da reitoria, o DCE sequer soltou qualquer tipo de material citando o decreto. Mesmo o Jornal do Campus, publicado na USP, que nem de longe é uma imprensa estudantil independente, cita os ataques à universidade. Isto mostra que o DCE se coloca em uma deliberada campanha para esconder dos estudantes os ataques do governo em um claro acordo com o PSDB para abafar a luta estudantil.
A juventude mensalão do DCE da USP sequer participa do comitê estadual formado pelos estudantes da Unicamp, da Unesp, das Fatecs e da própriaUSP para discutir o decreto e o corte de verbas e já declarou ser abertamente contra a greve dos estudantes das universidades estaduais.
Esta é a típica política dos burocratas que dominam a UNE (União Nacional dos Estudantes) há mais de uma década, conhecidos por ganhar milhões em acordos com os governos municipais, estaduais e com o governo federal, seja através do esquema das carteirinhas estudantis explorando os estudantes em troca de tentar paralisar o movimento e conter a revolta dos estudantes, seja através de repasses para realizar atos em favor do governo como os que ocorreram na época em que estouraram os casos de corrupção do Congresso Nacional.
Por uma campanha estudantil independente pela greve
A Aliança da Juventude Revolucionária, além de denunciar a corrupção do movimento estudantil, chama todos os estudantes a apoiar a ampla campanha contra os ataques às universidades estaduais.
Esta só é possível através de uma imprensa estudantil financiada pelos próprios estudantes que informe e incentive os estudantes a combater o governo.
Chamamos todos a apoiar a campanha pela greve geral nas universidades estaduais com ocupação da universidade, por uma greve com a participação massiva e ativa dos estudantes. |