| Punições em marcha
“Já instalamos sindicância administrativa e estamos na fase de instalação de sindicância dos prejuízos” afirma Suely Vilela
Como já havia alertado este jornal, a reitora da USP, Suely Vilela, não puniu os estudantes ainda por medo da mobilização estudantil
22 de setembro de 2007
Em entrevista ao Portal de Notícias da Globo sobre vestibular seriado, a reitora da USP, Suely Vilela, voltou a afirmar que está preparando a punição dos estudantes que participaram da ocupação da reitoria da universidade.
A ocupação foi a maior mobilização estudantil dos últimos 30 anos por parte dos estudantes e demonstrou o início de uma nova etapa política e do movimento estudantil. Após toda a década de 90, em que os estudantes estiveram refém da política servil ao governo da burocracia estudantil, paralisados diante dos ataques do governo, a ocupação ocorreu por fora das entidades, rompendo esta verdadeira barreira de contenção e realizou um movimento reivindicativo, real, que assustou toda a da burocracia universitária e o governo do PSDB no estado.
A direita fascistóide da USP quer agora reprimir os estudantes para tentar recuperar a autoridade que perdeu com a ocupação de 51 dias.
O Devido ao golpe sofrido pelos estudantes em assembléia-farsa, onde os pupilos de Suely Vilela, DCE (PCdoB, PT e PMDB) mais a trupe PSol-PSTU-LER, defenderam a carta proposta por professores, foi assinado um acordo que prevê a abertura de sindicância contra os estudantes que participaram da ocupação e que não garante nenhuma das reivindicações.
A entrevista tinha como tema a aprovação do vestibular seriado a partir de 2009, uma medida faz parte do Programa de Inclusão Social da USP, o Inclusp. Um dos pontos da pauta de reivindicação dos estudantes que ocuparam a reitoria era “Lutas por ações afirmativas - mudança radical na concepção de Inclusp para garantir o acesso real de negros e pobres à universidade.” Este ponto foi reduzido a uma simples “audiência pública do Inclusp” e a reitora afirma na entrevista que quando conseguirem implantar as medidas do Inclusp, após cerca de cinco anos haverá resultados, confirmando a farsa do acordo e que não houve nenhum atendimento da reivindicação.
Sobre a ocupação, o portal perguntou se havia algum balanço e Suely Vilela respondeu “O balanço não tem efetivamente números. O prejuízo ao patrimônio foi registrado em boletim de ocorrência. Os prejuízos foram significativos. Já instalamos sindicância administrativa e estamos na fase de instalação de sindicância dos prejuízos. São prejuízos descritos, como ausência de computadores, quebra de máquinas. Não temos em valores. Haverá uma comissão específica que vai quantificar o montante.”
Fica claro que ainda não houve punições, pois a reitora ainda está insegura quanto à resposta que será dada pelos estudantes depois de um movimento com a proporções que teve o acontecido entre os meses de maio e junho.
Este fato mostra, mais uma vez, o papel criminoso da “esquerda legal” como o PSTU, que fez a propaganda que o acordo garantiu as não punições e que não há nada contra os estudantes, que a ocupação foi vitoriosa, deixando os estudantes completamente despreparados para o ataque que está sendo planejado pela reitoria.
É necessário organizar a campanha contra as punições e denunciar amplamente todas as tentativas de incriminar um movimento político, para tentar tirar a importância de um movimento que colocou o governador do Estado de São Paulo, José Serra, do PSDB, contra a parede.
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