Programa de segurança
No governo Lula, o número de jovens na Febem cresceu 30%

24 de fevereiro de 2007

O acordo entre todos os partidos no Congresso Nacional para recrudescer a repressão contra a juventude, aprovando leis aberrantes e encaminhando-se para votar a redução da maioridade penal é a ponta do iceberg da repressão contra a juventude que já se realizava neste governo.
Segundo dados dos próprios órgãos federais, o número de menores presos nas instituições prisionais para menores em todo o País aumentou em 28% desde 2002, quando Lula assumiu o mandato. De cada nove adolescentes em regime de internação, um está em regime de semiliberdade, índice ainda maior que dos adultos, prova de uma perseguição centrada contra a juventude.
Os dados foram divulgados por Carmem de Oliveira, que é subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, através de dados colhidos entre 1º e 15 de agosto do ano passado pelos órgãos dos próprios governos estaduais. Tal índice, organizado por uma figura de confiança da própria pessoa de Lula e também através de dados dos governos estaduais, já dá a idéia da repressão contra os jovens.
A prisão de menores que é o programa da direita para “resolver” a criminalidade entre jovens é a típica falsa solução rápida, criminosa e supostamente indolor para a burguesia em defesa de seu regime em decomposição, que não possui nenhuma perspectiva de solucionar qualquer necessidade da juventude. O caos da criminalidade é resultado direto de uma política consciente e é a prova por A mais B que as condições de vida (educação pública, cultura, emprego, salário etc.) foram ainda mais destruídas por Lula.
A atual decisão de aumentar o tempo mínimo de prisão para cinco anos e a aprovação da lei que transmite pena de menores para maiores de idade só tende a jogar mais lenha na fogueira da repressão contra os menores de idade e também contra suas famílias.
Esta é a solução que o governo Lula, que também arma até os dentes sua guarda nacional, terá para enfrentar aqueles jovens que são jogados à sarjeta por sua própria política.