Unicamp
Reitoria da Unicamp abre sindicância para punir estudantes

26 de julho de 2007

Durante as férias, a reitoria da Unicamp abriu uma sindicância e iniciou os trabalhos, intimando estudantes

Após o movimento de ocupação da Diretoria Acadêmica (DAC) da Unicamp, a reitoria já se encarregou de iniciar a perseguição aos participantes e tentar incriminar o movimento, seguindo o exemplo da reitoria da USP.
Os estudantes ocuparam a Diretoria Acadêmica da Universidade, dentro do movimento iniciado com a ocupação da reitoria da USP, contra os decretos de Serra, pela contratação de funcionários e professores, contra a perseguição política ao movimento estudantil e 1.500 vagas na moradia estudantil.

O reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, que entrou com o pedido de reintegração de posse e fez constantes ameaças ao movimento tenta atacar os estudantes no intuito de reprimir qualquer nova tentativa de mobilização.
Utilizando o tradicional método da direita conservadora, nacional e internacional, a reitoria agora acusa o movimento de danos ao patrimônio público e furtos.
Abriram uma sindicância para “apurar os fatos” com a alegação de que sumiram três chancelas, um carimbo e papéis timbrados da DAC.
É uma clara tentativa de transformar o movimento social em crime, para tentar ocultar os problemas políticos levantados por eles, como a situação lastimável em que se encontra a moradia estudantil com perigo de desabamento iminente.
Os estudantes já estão sendo intimados e questionados por funcionários da DAC, membros da comissão de sindicância, sobre os objetos não encontrados, se é de conhecimento deles o local em que se encontram.
É necessário fazer uma ampla campanha para desmascarar todas as manobras para incriminar o movimento estudantil.