| Repressão
Congregação da USP São Carlos pede punição de estudantes
26 de julho de 2007
Congregação da USP São Carlos abriu sindicância contra estudantes que ocupam bloco C reivindicando moradia estudantil
Na USP em São Carlos, onde os estudantes estão ocupando o Bloco C, em salas de aulas, há mais de três meses, a congregação iniciou perseguição aos estudantes que participaram do movimento. A Congregação, órgão de administração das faculdades, abriu uma sindicância, um processo administrativo interno, para “apuração dos fatos” com o objetivo de punir os estudantes. A portaria que institui quais são os objetivos da comissão e como serão realizados os trabalhos está em sigilo. Um completo absurdo, visto que é uma instituição pública e não pode impedir que os membros da comunidade acadêmica acompanhem seu funcionamento.
Em maio, os generais da Física, fizeram uma moção contra o movimento pedindo a imediata punição dos estudantes. A moção deixa muito clara a intenção da burocracia universitária.
“A Congregação do Instituto de Física de São Carlos, nesta data, associa-se a todas as manifestações de firme repúdio aos atos de violência que causaram os lamentáveis acontecimentos que têm recentemente atingido a Universidade de São Paulo: a ocupação do Bloco Didático C do campus da USP de São Carlos; a ocupação da Reitoria; e o bloqueio dos acessos ao campus em São Carlos, com agressões físicas e morais a membros da comunidade universitária. Vem assim apoiar a adoção de todas as medidas judiciais e institucionais necessárias ao imediato encerramento das ocupações e outros atos de violência, até onde possível pelas vias pacíficas. Urge também que todos estes atos de violência sejam amplamente apurados e que os praticantes sejam responsabilizados jurídica e administrativamente, conforme os procedimentos regimentais. Para tanto, é imprescindível que o tema “impunidade” seja expurgado das pautas de negociação.”
Os estudantes devem se mobilizar de conjunto contra todas as tentativas de calar o movimento estudantil que está lutando em defesa da universidade pública. |