| Ocupação da USP
Calúnias da imprensa burguesa contra os estudantes
27 de julho de 2007
Há uma tentativa sistemática da imprensa burguesa de caluniar e incriminar o movimento estudantil da USP
O movimento que colocou em xeque o governo de Serra e o PSDB e a reitora da mais importante universidade do país, a ocupação da reitoria da USP, foi alvo de inúmeros ataques da imprensa durante os seus 51 dias de duração. Após a desocupação, a perseguição continua e agora na tentativa de criminalizar o movimento.
O jornal O Globo citou em matéria os “problemas” decorrentes do movimento; “A ocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, provocou o adiamento do lançamento da Rede USP de Televisão, duas novas televisões, em Ribeirão Preto e Bauru. A Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade de São Paulo (CCS/USP) informa que a TV USP Bauru, prevista para ir ao ar em 1 de agosto, será de fato lançada em outubro.”
Inúmeros outros órgãos de comunicação, como o Estadão, Último Segundo, G1, entre outros colocaram a ocupação como responsável por prejudicar a emissãode seis mil diplomas nos cursos de graduação e pós-graduação da universidade.
“Segundo a coordenadora Maria Fidela, cerca de 6 mil diplomas deixaram de ser emitidos devido a paralisação das atividades no campus. Os documentos são feitos mediante aval das unidades responsáveis, prejudicadas durante a greve.”
(Último Segundo). Apesar do título ser “Ocupação da USP prejudica emissão de diplomas”, durante a própria matéria é dito que “Apesar disso, a maioria dos alunos não tiveram suas atividades prejudicadas, pois poderiam solicitar um documento que prova a conclusão do curso.”
Tentam a todo custo demonstrar que a ocupação não expressava a vontade da maioria da universidade e a defesa dela.
“Como se sabe, entre outras proezas, os invasores destruíram móveis, pilharam arquivos, e roubaram notebooks, computadores, DVDs, scanners e impressoras.
Também produziram um princípio de incêndio e deixaram um rombo no teto, além de terem apagado a memória de 46 computadores, dos quais somente 13 puderam ter suas informações recuperadas.”
Entretanto é importante lembrar que reitoria não apresentou um inventário ou qualquer relação de materiais presentes no prédio antes da ocupação em que seja possível afirmar que qualquer equipamento tenha sido efetivamente extraviado. Qualquer pessoa poderia roubar os equipamentos reclamados pela reitoria e visto que se recusou a permitir a presença de uma comissão de estudantes que participaram do movimento para acompanhar os funcionários da reitoria e quem mais a instituição julgasse necessário na averiguação das dependências e seus equipamentos após a ocupação, a primeira suspeita deveria acompanhar a própria reitora.
Portanto, a afirmação divulgada categoricamente por diversas empresas de comunicação como verdadeira não passa de uma fraude, uma montagem feita arbitrariamente para encobrir o fato de que a reitoria não é capaz de apresentar um parecer isento sobre quem quer que tenha retirado o quê da reitoria sem autorização.
A reitoria da USP e o governo Serra se apóiam na imprensa para tentar transformar em crime um ato legítimo de luta política e social e manterem a política de destruição das universidades públicas. |