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Novamente, a LBI sai em defesa do PSTU e contra os revolucionários
29 de junho de 2007
Diante da traição ao movimento de ocupação da reitoria da USP, encabeçada pelo bloco PSTU, PSOL e LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária – Quarta Internacional) que assinaram um acordo em que os próprios estudantes concordam com a sua punição pela reitoria para acabar com a ocupação, a Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), cumprindo o seu papel de língua de aluguel dos pelegos de plantão, em especial do PSTU, dando quase nenhuma importância para a traição, se aproveitou para atacar o PCO/AJR e os estudantes em luta que mantiveram a ocupação durante 51 dias.
Enquanto minimiza a traição do PSTU à ocupação da USP, chamando-os de reformistas e até insinuando que estivessem defendendo a ocupação desde o início, mas que por uma avaliação equivocada sobre o movimento teriam defendido a desocupação no último momento, a língua de aluguel, LBI, não poupou termos para acusar o PCO/AJR e outros estudantes que também defenderam a ocupação, como o caso do grupo estudantil da USP, Negação da Negação (NN), que também foram contrários ao golpe da esquerda (PSTU/PSol,LER-QI).
Sobre as características monstruosas da traição, sobre o fato de que aprovaram a repressão contra os estudantes e pedem o consentimento da reitoria para fazer um congresso, calam-se completamente, fazendo uma crítica vazia e genérica, tão vazia e tão genérica que qualquer um percebe que não se trata de forma alguma de uma crítica, não poupam esforços para denegrir os que defenderam não apenas em palavras, mas de um ponto de vista prático, a luta dos estudantes.
Seria surpreendente se não fosse um hábito, a disposição da LBI em acusar os estudantes que estavam na luta, que não somente defenderam a ocupação e a pauta de reivindicação dos 18 pontos do início ao fim, como também trabalhou todos os dias na manutenção da ocupação, na mobilização e na denúncia diária das manobras desses grupos.
A LBI, que apareceu na ocupação da reitoria somente no vigésimo dia, apenas para fazer um discurso histérico e incoerente em assembléias e plenárias em uma clara política de fracassada autopromoção, tenta aparecer agora de maneira bizarra como a única defensora do movimento, ao mesmo tempo que dá cobertura à política traidora do PSTU.
A perfídia é tanta que acusou o PCO/AJR de defender os estudantes contra a repressão policial. Criticaram os adesivos e cartazes colados pela AJR na ocupação e na USP, durante a ameaça da entrada da tropa de choque na USP para realizar a desocupação forçada dos estudantes. Disse também que a AJR defendeu uma oposição contra a direção da UNE, UJS/PCdoB nas assembléias da USP, dando a entender que defende esta direção. Uma calúnia sem tamanho, sendo que foi justamente a AJR quem defendeu que a atual direção do DCE (PT/PCdoB/PMDB) da USP fosse destituída em assembléia e que os traidores (PSTU/PSol/LER-QI), entre eles a oposição de fachada da Conlute, impediram que a votação fosse feita, salvando a pele do DCE “mensalão”. Esta última conduta dos traidores é considerada por eles como “luta contra a UNE”.
Nada disso deve espantar ninguém, uma vez que este pequeno grupo de caluniadores e fura-greves profissionais está associado ao PSTU nos seus empreendimentos puramente administrativos de Conlutas e Conlute, não sendo mais que um apêndice deste nas suas manobras cujos objetivos nada têm a ver com as necessidades do movimento de massas, mas apenas com as necessidades próprias do PSTU de constituir aparelhos próprios.
O procedimento de usar terceiros para divulgar suas calúnias absurdas não é novidade, portanto, no que diz respeito ao PSTU, basta lembrar as calúnias que a LBI fez ao PCO em São José dos Campos dizendo que estava de aliança com o PT somente para encobrir a distribuição de dinheiro do PSTU no sindicato dos metalúrgicos, denunciada pelo PCO e a política pelega da direção daquele sindicato filiado à Conlutas. Em outra oportunidade, quando bate-paus do PSTU atacaram as barracas do PCO em pleno 1º de maio, como se fossem gangues fascistas, este mesmo grupo defendeu o PSTU acusando o PCO. Em todas as oportunidades em que o PCO denunciou, com base em fatos, a política direitista e traidora do PSTU, este grupo saiu em defesa do PSTU, fazendo o papel de “neutro” para ocultar as mazelas do seu sócio.
Mais uma vez, os estudantes e trabalhadores têm a oportunidade de ver os métodos utilizados por este grupo, que nada mais é que uma sucursal do PSTU, integrando a Conlutas, que nada mais é que uma tendência sindical do PSTU, para atacar em todas as oportunidades os revolucionários e defender os oportunistas e traidores contumazes. |