Farsa do PCdoB
UNE: um departamento do governo

Segundo o vice-presidente da UNE, os estudantes devem apoiar e fazer propostas de reforma para o governo

30 de agosto
de 2007

Bruno Elias, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes afirma em matéria publicada no site da UNE que “A opção por uma pauta que unifica o Movimento Estudantil e que supera a postura reativa de outrora em torno das pautas governamentais, também deve apontar para a necessária rearticulação do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e o envolvimento da sociedade brasileira na formulação de um novo Plano Nacional de Educação para os próximos anos”. Não se tratava de “luta” nenhuma contra o governo. Era na realidade a tentativa de garantir a eleição, no próximo ano, de políticos burgueses totalmente identificados com este governo impopular. “Efetivar políticas que garantam a permanência dos estudantes, através da construção de restaurantes universitários, moradias estudantis, creches, bolsas permanência, entre outros, é um passo fundamental na democratização das nossas universidades. Atenta a essa realidade, a UNE está reivindicando a construção de um Plano Nacional de Assistência Estudantil, com verba específica de no mínimo 200 milhões de reais.”

Para dar alguma resposta aos estudantes que de fato enfrentam o problema da falta de verbas para assistência estudantil, a entidade pediu ao governo federal R$ 200 milhões em assistências nas universidades federais, entretanto a presidente da UNE, Lucia Stumpf, afirma que entende que o “governo tem limitações”.

Além disso, a entidade fez campanha pelo País defendendo a reforma universitária que desvia dinheiro público para o ensino privado, e agora quer se apresentar com algum vínculo com as reivindicações reais dos estudantes, exigindo mais verba para a universidade pública.

No entanto, a realidade traz à tona o contrário. A UNE foi contra todas as mobilizações e ocupações que ocorreram em cerca de 15 estados do País, em defesa da universidade pública, da autonomia universitária, por moradia estudantil e restaurantes universitários.

Elias, cinicamente, afirma “A perseguição aos inadimplentes, os aumentos abusivos de mensalidades e a ofensiva contra o movimento estudantil e sindical fazem de muitas universidades uma "terra sem lei" para os tubarões do ensino e sem direitos para os estudantes e trabalhadores.”

Ele se esquece de afirmar, no entanto, que defende o projeto de lei apresentado por Renildo Calheiros do PCdoB-PE, em que o artigo 5º do projeto atinge mais diretamente os estudantes e prevê que “Os alunos já matriculados, terão direito à renovação das matrículas, observado o calendário escolar da instituição, com exceção do aluno que inadimplir completamente todas as parcelas do período anterior (semestre ou ano, de acordo com o calendário letivo da instituição)”.

O show montado pelo PCdoB para enganar os estudantes e a população, a chamada “jornada de lutas pela educação” fica claramente identificado como uma farsa com a defesa do governo.

A chamada jornada, que durou quatro dias, de “luta” pela educação foi uma fachada, em que a UNE e o MST tentam recuperar alguma moral com a base que já os vêem com total descrédito.