Destituição do DCE da USP
Por novas eleições, por um DCE para a luta dos estudantes

Os diretores do DCE da USP atacaram o maior movimento de luta dos últimos anos e devem ser repudiados pelos estudantes

31 de agosto
de 2007

O movimento de ocupação da reitoria da USP foi o estopim de um movimento nacional de ocupações e mobilizações em defesa da universidade pública e marca o início de uma nova etapa no movimento em geral. A luta da USP colocou o governo do estado mais importante do País contra a parede, paralisado diante do impasse em que se transformou a ocupação.

Os estudantes enfrentaram o governo, a justiça e a constante ameaça da tropa de choque, o que desmoralizou o governo e da própria polícia.

Entretanto, logo nos primeiros dias da ocupação, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) publicou uma carta contra o movimento de luta pelas reivindicações estudantis, levantando os mesmo argumentos da reitoria e do governo, que o movimento estava sendo intransigente e que o correto era aceitar a migalha que foi a contra-proposta da reitora.

O DCE deveria ser o centralizador e organizador da luta dos estudantes, mas o que se pode notar é que no momento da luta real, foram o “carro chefe” na entrega da luta.

A direção do DCE, a serviço da reitoria, deve ser destituída assim como reivindicaram os estudantes, nas assembléias com mais de mil estudantes, durante a ocupação. A destituição não ocorreu apenas porque contaram com a proteção dos seus “companheiros de TRAIÇÃO da luta” do PSTU e PSol.

Os pupilos da reitoria foram em todas as oportunidades contra os estudantes querendo inclusive, após a ocupação, atacá-la e acabar com a pauta de reivindicações. Através de um golpe querem se autonomear representantes do movimento.

É necessário organizar novas eleições para colocar o DCE em movimento a favor dos interesses e reivindicações dos estudantes.