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A farsinha: DCE da USP quer assumir o processo de negociação da ocupação que rejeitaram
DCE “mensalão” quer nomear a si próprio membro da comissão de negociação, transformar em pó a pauta de reivindicações e desmoralizar a ocupação
31 de agosto de 2007
A assembléia para eleger os membros para a comissão para discutir a pauta de reivindicações dos estudantes foi desmarcada mais de uma vez. Coincidentemente, foi marcada agora, semana em que a FFLCH está entrando em recesso, após reposição das aulas do primeiro semestre.
Sendo que todo mundo sabe que um grande número de estudantes do curso de Letras, História e Geografia participaram da ocupação.
Estão tentando assumir o processo de negociação da ocupação que foram, desde o início, contra.
Durante os 51 dias de ocupação da reitoria da USP, foi possível constatar as ações do bloco conciliador com a reitoria e o governo formado já no início pelo DCE (PCdoB, PT e MR-8/ PMDB), o PSol, o PSTU e, mais tarde a LER-QI, realizando uma política de permanente sabotagem da ocupação que terminou com uma operação deliberada de traição das reivindicações, com a desocupação baseada na assinatura de um acordo que prevê a punição dos estudantes.
Através do Conselho de Centros Acadêmicos da USP (CCA), realizado na calada da noite, que foi desmarcado por duas vezes e sem divulgação alguma, aprovou a indicação de uma comissão para negociar com a reitora a pauta com 18 reivindicações do conjunto dos estudantes, defendidas na ocupação da reitoria.
Estes políticos burgueses-mirins tentaram aplicar mais um golpe contra os estudantes, entretanto, com a evidente fraude, tentam agora manobrar marcando uma assembléia fajuta para que a burocracia estudantil do DCE, PSTU e PSol possam nomear a si próprios representantes da ocupação da reitoria e acabar de uma vez com as reivindicações estudantis desmoralizando completamente a ocupação.
O DCE publicou um documento, recentemente, em que reafirmam a carta e a posição da própria reitora. Defendem que devem ser punidos apenas os estudantes que “comprovadamente” fizeram algum ataque ao patrimônio público. Entretanto, não se lembram de um fato decisivo, quem fez a vistoria do prédio, quem dirá o que estava faltando, verá os vídeos e quem dará a palavra final será a reitora e a polícia.
A reitoria e o governo acusam um movimento social criminalmente, para ocultar os graves problemas políticos levantados por eles. Já foram abertos inquéritos contra os ocupantes, que não tiveram ao menos o direito ver os documentos que são públicos e as acusações.
“Jornada de lutas”... fora da luta
Sem nenhuma decisão dos estudantes da USP, o diretores do DCE, participaram da chamada “jornada de lutas”... apesar de estarem bem longe das lutas. Atacaram a ocupação da reitoria da USP, com diversas manobras e golpes e querem aparecer como líderes do show feito na Faculdade de Direito. O evento da Faculdade de Direito da USP, São Francisco, assim como as outras que ocorreram organizadas pelo PCdoB, base do governo, foi uma fachada com dia e hora para acabar, não tendo nenhum vínculo com a luta dos estudantes. Serra ficou contra a parede com o movimento de ocupação da USP e não teve condições de reprimir com a força policial, mas através de uma acordo com a burocracia da UNE, mandou a tropa de choque, para tentar resgatar a autoridade do PCdoB, totalmente falido como direção estudantil e forjar os falsos lutadores, que, na realidade, não fizeram nenhuma luta, só um a aparência para enganar os incautos.
Tarefa do momento
É necessário que os estudantes se organizem contra a clara intenção da reitora de punir os ocupantes, que não se concretizou ainda, apenas por medo do movimento, que demonstrou ter força.
Neste sentido, a manobra e a tentativa de desmoralizar o maior movimento dos últimos 30 anos, que enfrentou a justiça, o governo e a tropa de choque com o objetivo atingir suas reivindicações, deve ser amplamente repudiada.
Assim como a ocupação da reitoria se manteve por 51 dias, por fora das entidades estudantis esvaziadas e controladas por uma burocracia estudantil, deve ser organizado um movimento independente, de base e que lute pela liberdade de organização política dos estudantes. |