| Repressão
Advogados da OAB repudiam a invasão do Largo São Francisco pela tropa de choque
O governador, que já havia utilizado a tropa de choque para retirar estudantes da Unesp Araraquara e para impedir manifestação dentro da USP, mandou agora, a pollícia para o largo São Francisco
31 de agosto de 2007
No último dia 22 de agosto, por volta das 2h30 da manhã, a tropa de choque do governo Serra (PSDB) desocupou cerca de 200 pessoas que estavam na Faculdade de Direito da USP, largo São Francisco.
O presidente da Comissão OAB Vai à Faculdade, Ricardo Sayeg, divulgou, junto com Antonio Carlos M. de Arruda Jr, uma nota criticando a invasão da polícia na faculdade. A nota chega a dizer: “No Estado Democrático de Direito, não se invade uma Faculdade com a Polícia Militar, muito menos uma Faculdade de Direito, para sufocar uma manifestação”.
A nota do presidente da comissão da OAB mostra a ditadura que José Serra tenta implantar em São Paulo, governo já enfraquecido pela enorme mobilização estudantil do último semestre. O governador, que já havia utilizado a tropa de choque para retirar estudantes da Unesp Araraquara e para impedir manifestação dentro da USP, é o mesmo que persegue estudantes que ocuparam a reitoria da USP e que demite os metroviários grevistas.
O próprio diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, correia de transmissão dos mandos do governo dentro da Universidade, disse em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, que a atitude da polícia foi legítima, pois “não se tem notícia de uma invasão concertada de movimentos sociais nas centenárias arcadas”. Ou seja, para esses senhores, a universidade pública é somente para alguns. Os trabalhadores e estudantes devem reagir a esses e outros ataques do governo que estão por vir. Devem controlar as universidades e lutar pelo livre acesso de todos os trabalhadores.
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