Burocracia estudantil
PCdoB tenta utilizar a ocupação para beneficiar governo

31 de julho de 2007

O Centro Acadêmico de história da UERJ dirigido pelo PCdoB, direção da UNE, divulgou jornal com a falácia de que a ocupação reitoria da USP defendia a reforma universitária

Sem nenhuma ligação com a luta dos estudantes, PCdoB agora quer se apoiar na movimentação revolucionária dos estudantes para defender a política de Lula de ataque as universidade pública.

A mobilização dos estudantes, iniciada com a ocupação da reitoria da USP e que se espalhou por mais de dez estados, foi um movimento que passou totalmente por fora da UNE, sua direção, o PCdoB/UJS, foram o “carro chefe” na defesa da reitoria contra os estudantes.

O jornal do Centro Acadêmico de história da UERJ afirma que “Os inimigos mais imediatos, derrotados no curso da ocupação, foram os aparelhamentos por grupos que tentaram transformar a ocupação em um ato contra as reformas da universidade brasileira. (...) O fato é que dos 18 itens da pauta consolidada faltou aos olhos o 15: “Lutas por ações afirmativas- mudança radical na concepção de inclusp para garantir o acesso real de negros e pobres à universidade”, que é exatamente um dos eixos das mudanças programadas. Esse é o vetor democrático autenticamente revolucionário - da ação direta, voltado a inclusão dos 90% de jovens sem-universidade”.

O DCE da USP, que é dirigido pelo PCdoB, PT e PMDB, já na primeira semana da ocupação divulgou documento contra o movimento. Após diversas tentativa de quebrar o movimento, com a contribuição do PSol-PSTU e LER, conseguiram e agora querem promover sua política criminosa, que é a reforma universitária, através da ocupação.

A reforma universitária de Lula, que é a transferência de dinheiro público para os capitalistas da educação, é repudiada pela amplia maioria dos estudantes. Um dos pontos de pauta da ocupação era justamente a ampliação das verbas para as universidades públicas, o oposto do que a maioria das Medidas Provisórias, editadas por Lula impôs goela a baixo aos estudantes, pois foi esta a forma que o projeto foi aprovado.

As greves e ocupações demonstraram claramente qual é a tendência dos estudantes, que é a de se reorganizarem por fora desta burocracia estudantil, incrustada nas suas entidades (CAs. DAs, DCEs) há anos.

O fato mais importante demonstrado pelos estudantes é a sua tendência em se reorganizar por fora destas burocracias, de forma revolucionária.

O PCdoB totalmente desmoralizado com os estudantes, justamente por defender o governo dos empresários e banqueiros, tenta canalizar o movimento de estudantes da USP para fazer propaganda de sua política.