| Universidade de portas fechadas
Estudantes são demitidas de evento na Unicamp
4 de setembro de 2007
Duas estudantes que apresentavam o evento “Universidade de Portas Abertas” foram demitidas pela coordenação, que alegou que elas não haviam sido contratadas para falar aquilo, mas para anunciar as “qualidades” da universidade
Na última sexta-feira e sábado aconteceu o UPA (Unicamp de Portas Abertas) 2007, evento anual que visa a apresentar a universidade aos vestibulandos, e a reitoria deu mostras mais uma vez de sua ditadura dentro da universidade. Duas estudantes da Unicamp que haviam sido contratadas para trabalhar como apresentadoras do evento foram demitidas por denunciar os problemas da universidade. A reitoria quer esconder a sujeira debaixo do tapete.
As estudantes denunciaram que a moradia estudantil estava caindo, que os cursos têm déficit de professores e de prédios e defenderam o livre ingresso na universidade e pelo fim do vestibular.
Depois de falar que alguns alunos estavam passando mal, pois a Unicamp não disponibilizara água, as estudantes foram expulsas do evento. A coordenação alegou que elas não haviam sido contratadas para falar aquilo, mas para anunciar as “qualidades” da universidade.
A Unicamp promove todos os anos o evento para propagandear as “maravilhas” da universidade para estudantes de escolas de ensino médio de diversas cidades. A farsa do UPA é um instrumento político da reitoria para esconder os problemas da universidade como a moradia que está condenada, a falta de professores e de assistência estudantil, a restrição do acesso à universidade e a ditadura que a reitoria impõe aos estudantes. Enquanto o UPA recebe milhares de estudantes em dois dias do ano, o vestibular exclui a grande maioria dos jovens brasileiros.
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