| Juventude da direita
Diretoria da UNE na campanha pela repressão à juventude
6 de abril de 2007
O PCdoB na UNE se junta com a bancada da bala e da Febem no Congresso Nacional para levantar a bandeira “contra a violência”
A direção da UNE, do PCdoB, divulgou ontem em seu site na internet que participará de manifestações no Rio de Janeiro com o movimento “Rio de Paz “em protesto contra o crescente índice de violência na capital carioca.
As entidades estudantis controladas pelo PCdoB/UJS também participarão de manifestações no próximo dia 10, da 2ª Caminhada Unificada pela paz, organizada pelos familiares do menino João Helio, que foi arrastado por assaltantes em um seqüestro no início do ano.
Os movimentos pela Paz no Rio de Janeiro são conhecidamente financiados, sob fachada de ONG´s, ao mesmo tempo por interesses estrangeiros no país assim como pela direita mais retrógrada da “bancada da bala”.
Estes são o ponto de apoio para uma campanha da burguesia para reprimir cada vez mais a juventude. A campanha de “solução da violência” foi feita no início do segundo mandato de Lula em uníssono pelos partidos mais direitistas do Congresso Nacional e por toda a imprensa burguesa, que utilizou-se de todo sensacionalismo possível com os casos de violência para levantar palavras-de-ordem guardadas nos arquivos do Congresso. como a redução da maioridade penal e da necessidade de uma guarda de segurança nacional.
Apoiados nesta campanha foram aprovados os projetos mais reacionários como o repasse da penas do crime cometido por um menor para os pais, além de leis que regulavam a atuação da Guarda Nacional.
Os novos propagandistas da repressão pagos pelo governo e pelo imperialismo
Um dos maiores expoentes de movimentos pela paz no Rio de Janeiro, o movimento Viva Rio, fez campanha pelo desarmamento e é financiada diretamente pelo imperialismo (consta entre os financiadores da ONG o Consulado dos Estados Unidos da América, União Européia, USAID - United States Agency for International Development, BID - Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, rede Globo, entre outros) e apoiada pelo governo Lula. Os interesses norte-americanos mais obscuros eram os de utilizar o plebiscito do desarmamento no qual o governo foi derrotado para realizar uma ampla campanha de desarmamento da população do país paralelamente ao armamento da polícia e do exército, que Lula já coloca a toda prova.
É esta e uma série de ONG´s de fachada junto com a polícia que organizam os atos “pela paz”, mas que na realidade pedem mais repressão, para isentar os governos burgueses de qualquer responsabilidade pelo caos social que leva uma grande parcela da juventude para o tráfico, para a prostituição e para outras situações de completa degradação humana, graças à destruição dos meios de vida dos jovens por estes próprios governos.
Não é de nenhum interesse destes reivindicar as necessidades vitais da juventude retiradas pelo Estado capitalista.
Muito além de uma campanha velada pela repressão, a direção da UNE defende de A a Z a campanha do governo, chegando a defender textualmente a redução da maioridade penal e medidas repressivas.
Nas palavras do presidente da UNE divulgada no próprio site da entidade:
“Gustavo Petta acredita que o país deve reagir à barbárie, cobrar punição para os crimes violentos e fiscalizar os órgãos competentes, para que a impunidade não vire regra. ‘Devemos nos tornar uma unidade de pressão e discussão dos temas ligados à segurança pública. A nossa frente deve se organizar para agir permanentemente e cobrar das autoridades uma solução imediata de combate à violência. Mas sabemos que medidas paliativas, como a redução da maioridade penal, não resolvem o problema como um todo.”.
A burocracia estudantil da direção da UNE, que nada mais é que uma sucursal do governo no movimento estudantil, age em defesa única e exclusivamente em dos interesses do governo e dos capitalistas.
Esta juventude de aluguel tem de agir de acordo com a tendência repressiva de Lula que investe nas forças armadas e na sua Guarda Nacional, acompanhando passo a passo o apoio às medidas repressivas e de exceção do Estado contra a juventude e os trabalhadores. |