| Fora Kassab
Não ao aumento da passagem
7 de janeiro de 2006
O aumento da tarifa no transporte púbico em São Paulo impulsionou, em dezembro, a maior alta na inflação registrada desde fevereiro de 2003
O prefeito de São Paulo, servindo aos interesses dos capitalistas, autorizou aumento na tarifa do ônibus no final de novembro de 2006. A passagem passou dos R$ 2,00 para os R$ 2,30, um aumento de 15%. Para efeito de comparação, o aumento de 15% na tarifa é o dobro do aumento da inflação oficial no período que foi de 7% e maior que o aumento do salário mínimo de cerca de 8,6%.
Para compreender como a tarifa do transporte público afetou a inflação e a quem está atrelada a política de Kassab, precisa-se analisar os dados a seguir:
A inflação em São Paulo foi de 2,55% em 2006 pelo IPC-Fipe. A inflação em dezembro no estado foi de 1,04%, o que corresponde a 41% da inflação. E “somente o ônibus causou impacto de 0,59 ponto percentual na inflação do último mês de 2006, segundo Juarez Rizzieri, coordenador-adjunto da pesquisa de preços da Fipe” (Folha de S. Paulo, 5/1/2007).
Fica evidente a política de Kassab de atacar os trabalhadores paulistanos. Kassab (PFL) era vice-prefeito de José Serra (PSDB), assim como Geraldo Alckmin (PSDB) tinha como vice Cláudio Lembo (PFL). Ambos, quando assumiram o governo, aumentaram a tarifa do metrô e do trem em São Paulo.
Por isto, é importante fortalecer as manifestações que os estudantes estão fazendo em São Paulo contra o aumento da tarifa. Para uma pessoa que tem um salário miserável de R$ 380,00, a tarifa do transporte consome, no mínimo, 36% deste salário, sendo que o trabalhador precisa pagar moradia, saúde, alimentação, lazer e vestuário para sua família. O que comprova a importância de um salário-mínimo de R$ 1.900,00 para suprir as necessidades dos trabalhadores para o atual momento.
A Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) está participando da organização das manifestações e dos protestos contra o aumento da tarifa do transporte público e chama os trabalhadores e os estudantes a se organizarem para reivindicar este que é um direito da classe operária, do desempregado e da juventude: o passe-livre.
•Pela estatização do transporte;
•Por passe livre para jovens e desempregados;
•Abaixo a repressão policial aos manifestantes
•Fora Kassab. |