| 50º Conune
Saiba quem participou do Congresso da UNE
9 de julho de 2007
No 50º Congresso da UNE, realizado em Brasília do dia 4 ao dia 8 de julho, a UJS/PCdoB, que está na direção do movimento estudantil há mais de 20 anos, participou com a chapa Bloco na rua. O conteúdo da tese foi o mesmo apresentado nos outros congressos: a defesa intransigente do governo e dos capitalistas da educação.
Para aprovar seu programa governista a UJS/PCdoB, depois de ter diminuído o número de delegados por universidades em uma manobra no Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb), realizado no ano passado e que é a instância responsável pela definição das regras para a realização do Congresso da UNE, organizou um Congresso farsa, sem nenhum espaço de discussão política, apenas com a presença do reitor da Universidade de Brasília, e outros parlamentares.
Representando o governo federal, na direção do movimento estudantil, apoiando a UJS/PCdoB, a Articulação do PT, participou com a chapa Movimento Mudança. A Kizomba, chapa formada pela DS, outra corrente do PT, também esteve presente na 50ª edição do Congresso da União Nacional dos Estudantes, apoiando a UJS e sua política de paralisia do movimento estudantil.
Assim como no Congresso Nacional, o PMDB, representado pelo MR-8, também esteve presente com a chapa Mutirão apoiando o PCdoB.
Todos esses grupos apoiaram a homologação da UJS na direção da UNE.
A FOE, Frente de Oposição de Esquerda, formada por diversas correntes do PSol e outros grupos, como o PCB e a T-POR, atuaram no Congresso, não como uma frente de oposição, mas sim como uma frente conciliadora também da política governista da direção da UNE, assim como na ocupação da reitoria da USP, onde o PSol defendeu a desocupação juntamente com o DCE, formado pelo PT, PCdoB e PMDB.
A única organização que efetivamente demonstrou uma política de oposição a ditadura do PCdoB na UNE, foi a Aliança da Juventude Revolucionária, que além de fazer a campanha contra a punição aos estudantes que participaram da ocupação da USP, recolhendo milhares de moções de repúdio contra essa tentativa de calar o movimento estudantil, fez a campanha por eleições diretas, contra a homologação da direção do PCdoB nos congressos-farsa realizados pela UJS, pela organização de comitês formados por estudantes para organizar as eleições em cada universidade.
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