1928-2008 - Parte II - A Santa Máfia
A obra contra-revolucionária da Opus Dei

No dia 2 de outubro completaram-se 80 anos da organização católica Opus Dei, uma organização até pouco desconhecida, apresentada geralmente como um tipo de seita católica ou até mesmo uma sociedade secreta. No entanto, a idéia de “seita” só serviu para ocultar o fato de que esta poderosa organização formou dentro da Igreja um lobby político decisivo e se fundiu ao longo dos seus oitenta anos com todos os governos de direita e extrema-direita, apoiando ditaduras militares na América Latina e o im

2 de novembro de 2008

Ao longo de sua história, misturada a corrupção e assassinatos, a Opus Dei construiu um império de invejar qualquer magnata. Em 1979, a "Obra" já possuía em todo o mundo 52 rádios, 12 produtoras de cinema, 694 publicações diversas e 38 agências de informação, além de diversas instituições bancárias, universidades e escolas.

Inicialmente foram fortalecidos na Espanha pelo regime fascista de Francisco Franco, do qual a maioria dos ministros do governo eram integrantes da Opus Dei. Sua influência era tão decisiva que todas as considerações de Franco contavam com os conselhos da organização de José María Escrivá de Balaguer, líder fundador da “Obra”.

Uma destas decisões foi a restauração da monarquia e a escolha do príncipe Juan Carlos como sucessor de Franco à frente do Estado, no dia 22 de julho de 1969. A essa altura, a Opus Dei já era uma organização reconhecida pelo Vaticano.

Escrivá recebeu do governo espanhol vários títulos da nobreza. O Ministério da Justiça lhe concedeu o titulo de marquês de Peralta através da ajuda de um subsecretário do Ministério e supranumerário da “Obra”. Escrivá recebeu também o título de baronato de San Filipe. São títulos que dispensam qualquer defesa sobre sua “humildade” e desapego das coisas materiais que a propaganda institucional tanto divulgava.

O “pai”, como Escrivá era chamado, almejava cargos cada vez mais poderosos. Chegou mesmo a considerar a regência da Espanha, mas seus objetivos foram contidos pelo próprio papa Paulo VI, orientado pelo Arcebispo Giovanni Benelli, um opositor da Opus Dei dentro da Igreja.

Após a morte de Paulo VI, no dia 6 de agosto de 1978, o papa Albino Luciani assume, sob o nome de João Paulo I. Assumiu uma Igreja com graves problemas financeiros e contaminada pela corrupção. Boa parte do dinheiro ia diretamente para as contas da “Obra”. Uma das medidas do papa para conter tamanha degradação foi afastar membros ligados à Opus Dei que tinham trânsito livre na Cúria Romana afundados em corrupção. No entanto, trinta e nove dias depois de aplicar a medida, foi encontrado morto em sua cama, vítima de um suposto ataque cardíaco e cheio de inimigos à sua volta. João Paulo I causou a ira da Opus Dei quando afastou o Cardeal Villot, homem chave da “Obra”. Causou ira também quando decidiu demitir Paul Marcinkus, presidente do banco IOR e membro da Opus Dei. Entre orações e mortificações, Escrivá possuía um plano detalhado para controlar as finanças do Vaticano e aos poucos eliminava quem quer que estivesse no seu “caminho”.

Segundo o jornalista norte-americano David Yallop, autor de vários livros de reportagem sobre o Vaticano e a cúpula da Igreja Católica: “Um mês depois de sua eleição, Albino Luciani recebeu um amplo e detalhado relatório provisório – realizado por sua solicitação pelo cardeal Egídio Vagnozzi – de uma investigação nas finanças do Vaticano. Vagnozzi havia sido presidente da prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé, ministro das finanças ou auditor desde o final de 1967. O papa João Paulo I considerou o relatório juntamente com informações adicionais que havia obtido dos cardeais Benelli, Felici e do subsecretário de Estado, arcebispo Giuseppe Caprio. Tomou uma série de decisões que certamente teriam um efeito dramático sobre a Igreja e avisou o seu secretário de Estado, cardeal Villot, sobre estas reformas no final da tarde do dia 28 de setembro. Hora depois, Albino Luciani estava morto e tiveram início as mentiras e o disfarce que cercou a morte do papa dos 33 dias.

“Sua morte chocou os cardeais. Quando se reuniram em Roma, em outubro, para eleger um novo papa, muitos estavam evidentemente amedrontados. Albino Luciani - o papa João Paulo I – havia sido assassinado. Nenhum cardeal proferiu esta conclusão em público, é claro; a linha do partido, decretada pelo secretário de Estado Jean Villot continuou mais ou menos firme durante o período de três meses de sede vacante – o trono vazio. Não obstante, perguntas surgiam por trás das portas da Congregação Geral; a morte do papa foi ao mesmo tempo sinistra e politicamente grave; sob a constituição do Vaticano, todas as reformas de Luciani morreriam com ele, a menos que seu sucessor optasse por implementá-las” (O poder e a glória).

A “seita” finalmente conquistou o poder da Igreja com a eleição do polaco Carol Wojtyla, o papa João Paulo II, um então conhecido membro da Opus Dei e freqüentador assíduo da sede instalada em Villa Tevere, Roma. Tudo o que faltava para a Opus Dei foi conquistado sob o papado de João Paulo II e os principais cargos da burocracia foram assumidos pela “Obra”. Joaquín Navarro Valls foi nomeado seu porta-voz, Eduardo Martínez Somolo substituiu Paul Marcinkus como presidente da IOR e Rafaello Cortesini assumiu a “Congregação para a Causa dos Santos”.
 
Uma Obra dos capitalistas
 

Outro lado dela se confunde com a história de uma verdadeira máfia, uma “Santa máfia”, como alguns atribuíram, denunciada como envolvida em desaparecimentos e assassinatos de grandes empresários, políticos e banqueiros. Um destes escândalos aconteceu no início da década de 80, com o assassinato do diretor do Banco Ambrosiano, Roberto Calvi. Certa manhã ele foi encontrado enforcado em um andaime sobre o rio Tâmisa, em Londres. Além deste, coincidência ou não, o principal opositor da “Obra” dentro da Igreja, o Arcebispo Benelli morreu nesta mesma época aos 62 anos, supostamente de ataque cardíaco.

Um outro escândalo, bastante conhecido do público espanhol foi a estatização da Rumasa, uma holding de empresas de propriedade de José María Ruiz Mateos, católico fanático e supranumerário da Opus Dei. O que poucos sabem é que a empresa desviara quantias milionárias para várias instituições ligadas à Opus Dei. A crise terminou neste mesmo ano com a estatização da empresa, com o governo alegando sua iminente quebra.

Ruiz Mateos fugiu para a Inglaterra e depois para Alemanha, sendo extraditado para a Espanha em 1985. Terminou sendo envenenado em 1989, nos EUA.

Com diversos artifícios, a Opus Dei, sempre com todo o apoio necessário da burguesia fascista, adquiriu uma enorme influência no mundo financeiro e em vários ramos dos negócios. Controlam por exemplo o Banco Popular Espanhol, o Banco Bilbao-Vizcaya, o Banque des Intérêts Français, o Nondfinanz Bank, o Banco Ocidental e o Continental Illinois Bank.

Possuem também hotéis de luxo, produtoras de filme, editoras e até uma agência de notícias. Tudo isso erguendo ao mesmo tempo fundações de caridade para capitalizar todo este dinheiro.

 
Expansão pela Europa
 

Todo o apoio político do fascismo espanhol - e da Igreja obviamente - conferiu à Opus Dei o apoio das ditaduras em outros países. Muitos governos viram nesta organização uma importante força de extrema-direita para combater o movimento revolucionário das massas e a crise da burguesia.

A fundação do Centro de Documentação e Informação (CEDI) em 1949 já havia ajudado e muito a expansão da organização em toda a Europa. Fundado pelos supranumerários Alfredo Sanchez Bella e o arquiduque Otto Von Habsburg, o objetivo do Centro era agregar todo o velho continente em torno dos princípios cristãos e anticomunistas. Foi disfarçada com este nome que a Opus Dei chegou aos EUA, envolvendo-se com vários políticos norte-americanos, como o diretor da CIA, William Colby e o banqueiro David Rockefeller.

Vários padres, bispos e cardeais nos EUA eram membros da Opus Dei. Durante o governo de Ronald Reagan, seu principal conselheiro, Carl Anderson, era um supranumerário. O ex-diretor do FBI, Louis Feech, nomeado por Bill Clinton em 1993, sua mulheres e filhos também eram da Opus Dei.

Entre o imperialismo europeu, a Opus Dei teve durante a Segunda Guerra Mundial tanto influência nos governos fascistas quanto nos que se reivindicavam “democráticos”.

Na França, membros importantes colaboraram com o general De Gaulle com a missão de substituir cargos ocupados por católicos fascistas e nazistas. Maurice Schumann e a condessa Teresa, esposa do marechal Leclerc de Hautecloque, foram dois dos principais colaboradores da “Resistência” francesa.

Desde a sua fundação, em 1934, a Opus Dei interveio em todos os processos revolucionários da Europa no século XX com o objetivo de conter a mobilização das massas e exercer uma pressão ideológica muito forte da Igreja sobre a classe operária.

Na Polônia, a Igreja Católica teve papel essencial na manipulação da revolução proletária, financiando e orientando a burocracia do sindicato independente Solidariedade, dirigido pelo católico contra-revolucionário Lech Walesa.

Na Guerra dos Bálcãs idem. A Sérvia e a Croácia eram importantes enclaves católicos contra o último reduto muçulmano na Europa, a Bósnia.

Posteriormente, no entanto, a Opus Dei sofreu alguns duros golpes da Espanha. Nos anos 80, com o atentado cinematográfico que matou o sucessor de Franco, Luis Carrero Blanco, em 1973, e o franquismo foi apeado do governo através de um acordo entre os fascistas e a oposição “democrática”. Como primeiro-ministro, entre 1996 e 2004, Aznar, um supranumerário, atuou conjuntamente ao lado da Opus Dei, distribuindo cargos para vários membros, como Angel Acebes, ex-ministro do Interior, José Maria Michavila, ex-ministro da justiça, e Abel Matutes, ex-ministro dos negócios estrangeiros.

No governo italiano de Silvio Berlusconi, há uma série de vínculos com a Opus Dei, assim como em Portugal, como o ex-presidente da Assembléia da República, Mota Amaral, numerário da “Obra”.

Várias entidades européias que se dizem humanitárias na verdade ajudam as fundações ligadas aos partidos da direita na Espanha, como o Partido Popular, de Aznar, e também propriedades da Opus Dei.

A revista Kale Gorria, ligada ao partido basco Batasuna, braço político do ETA, denunciou em um artigo vários políticos europeus e empresários membros da Opus Dei.

Raymond Barre, ex-primeiro-ministro francês, Christine Boutin, ex-secretária de estado, o príncipe Michel Poniatowski, ex-ministro do interior, Louis Schweitzer, patrão da Renault, Bernardette Cordón de Courecel, mulher de Jacques Chirac, Ettore Bernabei, ex-presidente da RAI, Jeanne Kirpatrick, ex-embaixadora dos EUA na ONU, e Jacques Santer, ex-presidente da União Européia, todos membros da Opus Dei.
 
“Humilha-te perante o teu superior”
 

Sob o comando de Escrivá, sua organização elaborou os famosos “Indexes”, listas de livros proibidos pela Igreja para não perturbarem a mente de seus “filhos”.

Os membros da Opus Dei são educados a prestarem todas as humilhações morais e físicas para servir à sua crença. Com o princípio de “humilha-te perante o teu superior”, a “Obra” é muito mais do que uma organização religiosa, é na verdade uma empresa privada multinacional.

Todo seu patrimônio foi conquistado não com muito esforço, uma vez que apareceu no marco de uma ditadura fascista, impulsionada como um aspecto da contra-revolução espanhola. Uma vez que o plano havia funcionado, a receita foi aplicada em diferentes países da Europa, América Latina, África e Ásia.

Se por um lado a Opus Dei se edificou sobre os regimes assassinos e torturadores, sua adaptação aos regimes “democráticos” foi tão familiar quanto nos regimes fascistas. Em países como Reino Unido e EUA, sua influência foi igualmente forte. A própria Espanha de Franco viu muito mais vantagens em desenvolver uma seita religiosa num regime democrático burguês do que nos governos de extrema-direita, por isso não é por acaso que a Falange foi sendo paulatinamente isolada para dar lugar à Opus Dei, que era muito mais inclinada a se adaptar às poderosas democracias imperialistas, de onde obteria muito mais poder.

 
O ditador anônimo
 

José María Escrivá, mais tarde José María Escrivá de Balaguer, foi filho de José Escrivá de Balaguer Corzán e de Maria de los Dolores Albás Blanc, nascido em 1902 na cidade de Basbastro, passou a infância na província de Aragão, onde estudou no colégio dos Padres Escolápios.

Sua família mudou-se logo depois para La Rioja e foi neste lugar que Escrivá decidiu abandonar a ambição de arquiteto e se dedicar integralmente ao sacerdócio. Teria dito ele que a tomada desta decisão foi fruto de uma “visão divina”.

Em 1922 recebeu as primeiras ordens de Ostiário e Leitor pelo Cardeal Soldevila. Dois anos depois foi-lhe conferido o Subdiaconato por D. Miguel de los Santos e ainda neste mesmo ano, em dezembro, recebeu a “Sagrada Ordem do Diaconato”.

Em 28 de março de 1924 realizou-se sua ordenação sacerdotal, em Saragoça, e a primeira missa que celebrou aconteceu  quatro meses depois da morte de seu pai, na "Santa e Angélica Capela do Pilar de Saragoça", no dia 30 de março de 1925, quando tornou-se padre.

Suas primeiras atividades pastorais se concentraram principalmente nas zonas rurais e um pouco mais tarde seguiu para os bairros pobres e hospitais de Madri. No ano de 1928 ele funda a Opus Dei, em um apartamento alugado no centro da capital, que reunia jovens estudantes conservadores de classe média.

Não demorou muito para que a “Obra” fosse reconhecida como uma poderosa ferramenta de influência direitista e de lobby. Com a eclosão da guerra civil espanhola e o fuzilamento de alguns padres delatores, Escrivá fugiu e se escondeu durante algum tempo em um manicômio, fingindo ser louco, mas com a derrota dos revolucionários e republicanos, a ditadura de Francisco Franco elevou a Opus Dei ao mais alto nível do poder fascista.

Já durante a Segunda Guerra Mundial, as relações desta organização com a vida política européia eram bem estreitas e Escrivá atuava como uma espécie de ditador anônimo, braço direito de Franco. Em 14 de fevereiro de 1943, Escrivá inaugura a Fundação da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, instituição criada para capitalizar fundos para as suas empresas e universidades.

Escrivá foi também formado em Direito pela Universidade de Saragoça e fez Doutorado em Direito Civil pela Universidade de Madri, além de Doutor em Teologia pela Universidade de Laterano, em Roma. Sua liderança durou até 1975, curiosamente no mesmo ano da morte de seu “pai”, Francisco Franco. Escrivá morreu em 26 de junho daquele ano, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Imediatamente após sua morte, membros da Opus Dei na burocracia da Igreja em todo o mundo pediram ao papa a beatificação e canonização de José María Escrivá. O processo de beatificação foi aberto em 12 de maio de 1981, pelo papa João Paulo II, ele mesmo membro da “Obra”. Em abril de 1990, o mesmo papa declarou a “heroicidade de suas virtudes cristãs”. Claro, pois juntos ajudaram o imperialismo e a burocracia na Iugoslávia, destruindo o Estado operário, a fraudar, também juntamente com a burocracia stalinista, a revolução polonesa em 1981 e a massacrar a população muçulmana nos Bálcãs. Sua beatificação veio em 17 de maio de 1992, apenas 27 anos depois de sua morte, um recorde para a Igreja.

A Opus Dei recebeu ainda em 1985 pelo mesmo papa o status de Prelazia Pessoal, uma diocese sem limites geográficos, podendo atuar no mundo inteiro sem obedecer à hierarquia da Igreja, a não ser a do papa. Assim, esta organização possui ela mesma autoridade sobre os seus cardeais.

O legado contra-revolucionário de Escrivá continua sendo celebrado pela Igreja Católica sob a regência de Bento XVI (Joseph Ratzinger), ex-integrante da juventude hitlerista e seguidor da política de João Paulo II. Em 2005, ele inaugurou uma estátua em mármore de “São José María Escrivá”, em frente à Basílica de São Pedro.

A seguir, segue um trecho do livro “Opus Dei – Os Bastidores”, de Dario Fortes Ferreira, Jean Lauand e Marcio Fernandes da Silva, ex-seguidores da Opus Dei, sobre os métodos usados pelos seus membros.

“Após o seu ingresso, em princípio irrevogável, o numerário aos poucos vai se moldando à Obra até que, em palavras do seu fundador, tenha somente o fim corporativo. É nesse moldar-se (ou anular-se) que a violência moral e espiritual se processa, lenta mas poderosamente. Toda e qualquer espontaneidade é suprimida e substituída gradativamente pelo dever de servir à Obra, que é, como se pode depreender, sinônimo de servir a Deus e à Igreja. A vontade de Deus vai se manifestando concreta e paulatinamente ao numerário pelos diretores, que também são numerários. A obediência genérica vai sendo detalhada. Para aquele que mora nos centros da Obra, mesmo um simples telefonema aos pais será motivo de consulta, pela qual se estabelecerá a conveniência de se fazer ou não a chamada. As correspondências que chegam para o numerário são todas violadas pelos diretores, e as cartas escritas pelo numerário são lidas por esses mesmos diretores antes de lacradas nos envelopes e enviadas. O numerário vai descobrindo, assim, pouco a pouco, em que consiste ter dito sim a Deus. Trata-se de ter dito um sim definitivo à Obra, sempre, em qualquer assunto, pois nela “não existem desobediências pequenas” e já não existe uma vida propriamente individual.

“A coerção exercida dentro da Obra, que consiste em fazer com que uma pessoa realize “livremente” e com “alegria”, mesmo não querendo, mesmo chorando, mesmo amargurada e aflita, o que lhe é ordenado, sempre em nome de Deus, é a mais sofisticada e brutal forma de manipulação perpetrada contra a dignidade humana. É uma coação, digamos assim, limpa e sem marcas, na qual não é necessária a força ou a tortura física. Os diretores assumem, perante o numerário, uma dignidade divina. Os diretores devem ser obedecidos sem pestanejar, e os que obedecem terão de dizer que obedecem porque queriam e querem sempre obedecer.

“O Opus Dei é uma máquina manipuladora perfeita, perversa, sugadora da individualidade e da liberdade de seus membros e só poderá ser detida ou reformada se pessoas decentes dentro da Obra se revoltarem e não aceitarem as loucuras que dizem ser vontade de Deus”.

Na terceira e última parte sobre os 80 anos da Opus Dei, veremos sua expansão pela América Latina, apoiada por todas as ditaduras militares, incluindo sua fortíssima influência no Brasil.
 



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