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Pesquisa divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra o mapa do tráfico de mulheres no Brasil e aponta que as mais prejudicadas são as negras Segundo a OIT, os estados com o maior índice de denúncias sobre o tráfico de mulheres visando a exploração sexual, ficam na Amazônia: Amazonas, Maranhão e Pará. O tráfico é mais predominante nessas regiões porque o poder reacionário do latifúndio – armado até os dentes – estabeleceu uma enorme opressão na região, onde abundam garimpos, prostíbulos, tráfico de drogas etc. tudo sob a aquiescência dos governos da região e do judiciário, que só age quando se trata de atacar os interesses dos trabalhadores e a garantir os dos assassinos dos sem terra e seus mandantes. Segundo a pesquisa, o perfil das vítimas são mulheres que “vem de classes populares, apresentam baixa escolaridade, habitam espaços urbanos periféricos, com carência de saneamento básico e outros bens sociais comunitários, moram com algum familiar, têm filhos e exercem atividades laborais de baixa exigência” (Repórter Brasil-6/8/2009). Um dado importante fornecido é que o tráfico humano é predominante entre as mulheres negras que tem faixa etária de 15 a 27 anos. No Brasil, existem mais de 240 rotas do tráfico humano. As vítimas são levadas para países da América do Sul e da Europa, destacadamente a Espanha e Alemanha. As mulheres negras são vítimas não apenas do tráfico humano, mas também do desemprego e da violência doméstica. Um caso internacional que serve como exemplo dessa situação de maior opressão as mulheres negras é dos Estados Unidos. Nesse país, “a taxa de homicídios entre mulheres negras é de 12,3 para cada 100 mil assassinatos e entre as brancas é de 2,9. As mulheres negras entre 16 e 24 anos têm três vezes mais probabilidade de serem estupradas que as mulheres brancas” (Agende- Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento). Sendo vítimas do tráfico humano e violência sexual, as mulheres negras também sofrem mais com as doenças sexualmente transmissíveis. “No Brasil a Aids já atingiu mais de 60 mil pessoas. Destas, mais de 240 mil são mulheres de 15 a 49 anos. No início dos anos 80, a relação de infecção era de 25 homens/1 mulher com a doença e agora já é de 2 homens/1 mulher. Entre as mulheres, 55% têm entre 20 e 29 anos, predominando as negras e mais pobre”(idem). A intensificação do tráfico humano é um resultado da decadência do capitalismo. Este, desde seus primeiros tempos, transforma tudo em mercadoria. Mas, na fase atual, de baixa lucratividade da produção de mercadorias convencionais do mercado capitalista, estes intensificam seus negócios nos chamados negócios do chamado mercado ilegal, como tráfico de drogas e de pessoas. Nestas condições, a população negra é – destacadamente – sua maior vítima.
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