Exposição
“Em nome de Deus”

Artista Plástico organiza exposição com esculturas de adolescentes grávidas presas em uma cruz

3 de outubro de 2008

O Artista Plástico Jens Galschiot criou uma instalação com 4 esculturas de cobre medindo 4 metros, que representam adolescentes grávidas crucificadas. A criação está sendo exibida para as 20.000 pessoas que participam do Fórum Social Europeu, em Malmö, na Suécia. A primeira exposição da instalação de Jens foi no Fórum Social Mundial de 2007 em Nairobi, capital do Quênia.

Galschiot diz que a idéia é “usar a arte para denunciar a cruzada de radicalismo fundamentalista do governo Bush e do Vaticano, que consideram a disseminação de informação sobre anticoncepção para jovens um ’convite à volúpia’, condenam a educação sexual nas escolas, e pregam a abstinência até o casamento como único método para evitar a infecção pelo HIV e a gravidez indesejada. Para o escultor, sua obra ‘deve ser vista como uma manifestação política artística pelo direito à contracepção e por uma educação sexual sem preconceitos’”.

Segundo divulgou o sitio Mulheres de Olho o criador da instalação faz questão de enfatizar que não se trata de uma acusação contra o Cristianismo de modo geral, pois admira as pessoas que abraçam seriamente a caridade cristã e agem de acordo com sua convicção. Ele dá razão ao movimento de mulheres, por ficar de olho na onda puritana e sexofóbica “que se agarra a qualquer oportunidade para retroceder a luta das mulheres à Era Vitoriana”.

A página diz também que as imagens que expõe o problema que é a proibição do aborto em grande parte dos países chamados de terceiro mundo, têm sido usadas por feministas nicaragüenses em sua resistência à perseguição política de que estão sendo alvo no atual governo de Daniela Ortega.

Daniela Ortega está à frente do profundo conservadorismo religioso e desrespeito aos direitos democráticos das mulheres que têm sido levado à frente pela direita na Nicarágua. Ela o apoiou o retrocesso legislativo que, naquele país, passou a condenar o aborto até mesmo quando a gravidez é conseqüência de estupro ou representa risco de vida para as mulheres. Situação em que normalmente a lei é permissiva, mesmo em países onde o aborto é considerado crime, como no Brasil.



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