Nota de repúdio da corrente Ecetistas em Luta
Não à agressão da companheira Anaí Caproni pelos sindicalistas do PT-mensalão
Abaixo o vale-tudo dos corruptos e covardes do PT para defender a direção da ECT e quebrar a campanha salarial
12 de agosto de 2005
Veja aqui a gangue do PT-Mensalão
Na última assembléia de campanha salarial, realizada na Praça da Sé, em S. Paulo, no dia 4 de agosto, a categoria presenciou um fato da maior gravidade. Em meio a uma provocação montada pelos diretores do PT do Sintect-SP, um dos provocadores, um covarde e histérico, atirou um objeto pesado, atingindo no rosto a companheira Anaí Caproni, membro do Comando Nacional de Negociação, da coordenação nacional da corrente nacional de oposição da Fentect, Ecetistas em Luta e da direção nacional do Partido da Causa Operária.
Por sorte, a companheira conseguiu escapar de sofrer uma lesão extremamente grave, uma vez que o objeto arremessado a atingiu próximo ao seu olho esquerdo, causando somente um forte inchaço. Uma campanha histérica
Este acontecimento nada teve de acidental.
Um grupo de integrantes da diretoria do Sintect-SP, os diretores Elvis, Sena, “Sem-Terra”, “Japonês”, Aluísio, “Camarão”, “Barriga”, “Mairiporã”, Márcio e Rogério Trabuco, realizaram, no período que antecedeu a assembléia, com a ajuda da burocracia da ECT, uma enorme campanha de calúnias com o objetivo de criar um clima de histeria e de caça às bruxas contra a companheira. A companheira foi acusada de ser “madame” como a ex-prefeita petista de S. Paulo, de estar “infiltrada” nos correios, de estar “usando os trabalhadores para se eleger” como o PT vem fazendo há 25 anos e até mesmo, surpreendentemente, de estar vendida aos petistas corruptos que dirigem a ECT.
O clima de histeria não foi suficiente, uma vez que é cada dia mais evidente que a categoria ecetista de S. Paulo não tem a menor confiança na diretoria petista, que traiu escandalosamente as duas últimas campanhas salariais e quebrou a greve de 2003.
Por este motivo, montaram um esquema de provocação na assembléia com capangas pagos, elementos bêbados e drogados que tentavam induzir os trabalhadores a agredir a Oposição, que vaiavam a companheira em um das raras oportunidades que teve para falar, que gritavam palavrões e obscenidades diversas a uma mulher que é representante nacional da categoria no Comando de Negociação.
Estes desclassificados, que na sua maior parte não faziam parte da categoria, como se pôde verificar e eram auxiliados por uma minoria de chefetes e puxa-sacos, tentaram por diversas vezes, na assembléia, incitar os trabalhadores contra a companheira e a Oposição, sem conseguir, no entanto, absolutamente nenhuma simpatia. Do carro de som os diretores do sindicato estimulavam a corja que haviam contratado atacando a companheira sistematicamente ao mesmo tempo em que a impediam de falar.
No desespero, um dos integrantes da gangue do PT-mensalão arremessou um objeto contra a companheira com o objetivo de fazer com a violência física, o que não haviam conseguido através da provocação, do insulto e da calúnia: anular a companheira.
Estes elementos embriagados, drogados e histéricos, que foram munidos de camisetas confeccionadas com o dinheiro do Sintect-SP, para se passarem por trabalhadores, não foram à assembléia para divergir, para polemizar ou defender uma proposta, qualquer que fosse.
Qualquer verdadeiro trabalhador, por mais acirrados que estejam os ânimos em uma campanha salarial, comparece à assembléia devido ao seu interesse na campanha salarial, no seu ganha pão e o de sua família. Estes elementos, delinqüentes comuns contratados pelo PT-mensalão, foram à assembléia com o único objetivo de atacar e agredir a companheira Anaí Caproni e a Oposição.
A prova disso está em que, quando a companheira, membro do comando de negociação, pegou o microfone para apresentar aos trabalhadores o relato da situação da negociação da campanha salarial, começaram a vaiar e tocar cornetas (também compradas com o dinheiro da categoria), desinteressados da campanha salarial, para tentar impedir os trabalhadores de ouvir o relato sobre as negociações salariais.
Além de corruptos e traidores, violentos e agressores
Nós, integrantes da Oposição nacional, sindicalistas e ativistas, responsabilizamos os diretores do Sintect-SP: Elvis, Rogério Trabuco, “Japonês”, Aluísio, “Camarão”, “Rivaldo”, “Mairiporã”, Márcio, Sena e “Barriga”, ex-diretor do Sintect-SP e atual diretor da Fentect, além do agressor, um elemento conhecido como “Coronel” do CDD Mooca, pela agressão à companheira Anaí Caproni, membro do Comando Nacional de Negociação da nossa campanha salarial.
A agressão à companheira foi o resultado da campanha de mentiras e calúnias, do clima de histeria e da provocação montada com elementos contratados no interior da assembléia, tudo o que foi orquestrado por estes diretores.
Queremos deixar estabelecido, diante de toda a categoria nacionalmente, que homens que são capazes de organizar e realizar uma agressão destas contra uma mulher somente podem ser considerados homens em um sentido físico, mas não moral.
Homem que é homem não bate em mulher. Quem bate em mulher é um covarde e, nessa qualidade de covardes que são, merecem o desprezo de todo e qualquer trabalhador honesto da categoria.
Queremos denunciar, também, diante de toda a categoria que o ataque e a tentativa de calar a amedrontar um membro do Comando de Negociação é um ataque contra toda a campanha salarial, uma tentativa de desmoralizar a luta dos trabalhadores, de desmoralizar as nossas reivindicações.
Finalmente, o ataque contra a companheira Anaí Caproni é uma tentativa de calar a política mais combativa, mais enérgica, mais intransigente na defesa dos interesses dos trabalhadores contra as manobras da empresa.
Acusamos a própria direção da ECT, nomeada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) de usar os seus serviçais, os seus correligionários do PT na diretoria do Sintect-SP para atacar o membro do Comando de Negociação que é o maior obstáculo às manobras sujas daqueles que se lambuzaram na corrupção dentro da ECT. Enquanto a direção da empresa se afunda no mar de lama negam aos trabalhadores, que carregam a empresa nas costas, um reajuste salarial decente, desviando o dinheiro que jorrava como uma catarata para os corruptos parasitas e aproveitadores que roubaram, segundo as denúncias que ora vêm a público mais de R$ 90 milhões dos cofres da ECT!
O que está em jogo?
A agressão contra a companheira Anaí Caproni e contra a Oposição Nacional Ecetistas em Luta não é fruto apenas de um ódio pessoal de elementos desclassificados contra adversários políticos, que os leva inclusive a tentar agredir uma mulher.
A agressão, a campanha de calúnias, as mentiras fazem parte de uma operação contra os 100 mil trabalhadores dos Correios.
Os mesmos elementos que montaram esta odiosa provocação contra a companheira e a Oposição em S. Paulo foram os que fizeram aprovar por meio de ameaças e chantagens contra os seus próprios delegados o rebaixamento das reivindicações de perda salarial e o parcelamento das perdas em três anos no Conselho Nacional de Representantes da Federação em maio passado.
É um fato inédito na história do movimento sindical brasileiro que sindicalistas, que deveriam defender os interesses dos trabalhadores, peçam o parcelamento do reajuste em três anos.
É uma coisa tão escandalosa que a própria lei trabalhista, feita pelos patrões, para os patrões e contra os trabalhadores, proíbe o parcelamento em três anos!
Estas medidas foram aprovadas justamente para desmoralizar a campanha salarial.
O plano da direção da ECT é o de dar o menor reajuste possível para os trabalhadores. O dinheiro que sobra para a corrupção, como cada um dos trabalhadores dos Correios pode acompanhar através das denúncias contra a direção da empresa e o Partido dos Trabalhadores, desaparece misteriosamente no momento da campanha salarial.
Para levar os trabalhadores a aceitar um reajuste miserável, é preciso preparar o espírito dos trabalhadores.
Assim, a direção petista da ECT ofereceu a proposta indecente de reajuste de 6,3%. Esta é a primeira proposta, para preparar os trabalhadores a aceitar uma proposta que será bem parecida com a primeira.
Na assembléia de S. Paulo, quase todos os verdadeiros trabalhadores (não os bêbados e drogados histéricos contratados pela gangue Elvis-Trabuco) colocaram no peito o adesivo da oposição Ecetistas em Luta que dizia com todas as letras: “94% ou Greve! ”, mostrando a sua opinião sobre a proposta ridícula do PT-mensalão.
Desesperados com a disposição de luta da categoria, que vem sendo estimulada pela campanha que a Oposição fez na base em todo o País, a gangue dos tesoureiros do Sintect-SP mensalão tentou impedir a Oposição de explicar aos trabalhadores a arapuca que a ECT está armando, com a cumplicidade da gangue Elvis-Trabuco.
Este é o motivo da provocação, da histeria e da covardia: calar a voz da Oposição, em particular a voz do principal porta-voz da oposição, a companheira Anaí Caproni.
Quem são e o que querem os agressores de mulheres da gangue Elvis-Trabuco?
Os trabalhadores dos Correios, que acompanham a campanha salarial com atenção, que não querem ser enganados uma vez mais pela direção da empresa, que estão indignados por saber que o dinheiro que produziram com seu suor é transferido para os bolsos de uma corriola de parasitas através de um monstruoso esquema de corrupção, precisam ter muito claro e muito presente quem são as pessoas que estão causando este transtorno da nossa campanha salarial.
Os diretores do Sintect-SP são na maioria do Partido dos Trabalhadores, e todos são diretamente de partidos que são a base de sustentação do governo, que é o nosso patrão.
Eles são do partido que está no governo, que escolhe o ministro das Comunicações e que indica o presidente e a diretoria da ECT e todos os seus cargos de chefia.
É preciso ter claro também que não são simples trabalhadores que foram enganados pela direção do PT, mas pessoas que fazem parte de todo o esquema petista, que são dirigentes e pessoas de destaque no PT.
Para entender esta situação, basta ter em mente que cerca de 300 sindicalistas do PT e do PCdoB em todo o País foram indicados para cargos tais como Diretor Regional, Deget etc. com altíssimos salários que nunca ganhariam pela promoção natural dentro dos correios.
Os sindicatos que dirigem estão dominados pelos privilégios, com empréstimos de centenas de milhares de reais aos diretores que, depois, como foi anunciado pelo próprio Sintect-SP raramente são devolvidos, se é que alguma vez o foram. A própria diretoria do Sintect-SP declarou um mês atrás em assembléia de prestação de contas que havia mais de 300 mil reais das contas do sindicato de que não havia como justificar, de tal forma que foram obrigados a não votar as contas.
Os sindicalistas do PT, os ex-sindicalistas do PT transformados em chefes e os políticos do PT na direção da ECT e no governo estão descaradamente, como a Oposição nacional já denunciou inúmeras vezes, articulados em uma conspiração contra os interesses dos trabalhadores e em defesa dos seus privilégios pessoais.
É por este motivo que os sindicalistas do PT e do PCdoB, seu maior aliado no governo, tanto no comando de negociação nacional, como na direção de sindicatos como o Sintect-SP e Sintect-RJ entregaram as duas últimas campanhas salariais em uma escandalosa cumplicidade com a direção petista da ECT e, em seguida, sem qualquer disfarce foram presenteados com altos cargos na direção da empresa.
É por isso que a campanha salarial é cercada de provocações, de calúnias e de agressividade contra a Oposição: os trabalhadores devem ser impedidos de ver a verdade, de conhecer o que está realmente ocorrendo.
Quanto menos os trabalhadores souberem, mas fácil será impedir a mobilização contra a traição, derrotar a campanha salarial e desorganizar os trabalhadores.
Não à agressão, não à mentira: em defesa da nossa campanha salarial, 94% ou greve!
Chamamos todos os trabalhadores a redobrar a atenção. A direção da ECT está exigindo dos seus serviçais nos sindicatos que se chegue a uma conclusão rápida da campanha salarial.
Vão querer que as próximas assembléias aprovem a miséria de proposta que os que limparam o cofre da empresa com a corrupção querem oferecer.
Chamamos todos os trabalhadores a repudiar energicamente a agressão e a campanha de calúnias contra a companheira Anaí Caproni, membro do comando nacional de negociação em nome da Oposição Nacional Ecetistas em Luta e, em particular, aos trabalhadores de S. Paulo de a defenderem fisicamente das tentativas de agressão de homens covardes que nada hesitam na sua sanha de ganhar para si benefícios pessoais às custas dos trabalhadores.
Chamamos os trabalhadores a rejeitar qualquer proposta miserável vinda dos que são responsáveis por entregar o dinheiro produzido com o nosso suor, com as nossas doenças profissionais, com o nosso sacrifício de trabalhadores aos corruptos e parasitas, serviçais do banqueiros e das empresas multinacionais que arruínam o nosso país com o roubo da dívida externa e da privatização de empresas como a ECT.
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