Campanha contra as retaliações
Sindicalismo mensalão cancela plenária nacional para defender a empresa


15 de dezembro de 2005

Na última reunião da diretoria colegiada da Fentect – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, realizada nos dias 8 e 9, em Brasília, o sindicalismo mensalão do PT-PCdoB, convocou a Comissão Nacional responsável pelas negociações do PCCS para fazer o serviço sujo de defender o cancelamento da plenária nacional contra as demissões e atacar a Oposição Ecetistas em Luta. A Comissão do PCCS é composta pelos petistas Maria de Lourdes Felix, presidente do sindicato do Ceará e Maurício Rosa, da CUT de Santa Catarina, pelo representante do PCdoB, Gilberto Antonio, do Rio Grande do Sul, pelo também gaúcho Jorge Henrique Rolin, pelo representante do PSTU, Mário César Barbosa de São Paulo e por Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, presidente do sindicato de Minas Gerais.

Num passe de mágica

Durante meses a diretoria da Fentect se recusou a garantir as passagens áreas e infra-estrutura para que os membros da Comissão da Fentect pudessem discutir o assunto. Agora, num passe de mágica todos estavam em Brasília no dia da reunião colegiada com o discurso decorado de que não poderia ser convocada plenária nacional para os dias 10 e 11 porque não tinham elaborado proposta sobre o PCCS.
Diante da colocação da Oposição Ecetistas em Luta de que estavam se prestando ao papel de cobertura para a política do mensalões da diretoria da Fentect, defendendo o cancelamento da plenária, como membros da Comissão do PCCS, partiram para uma defesa aberta dos mensalões contra a Oposição Ecetistas em Luta.

Negociando cargos

A Comissão do PCCS tem sido usada em larga escala como instrumento de barganha com a direção da ECT em troca de cargos. Um dos poucos membros da Comissão eleito no Conrep, que não se vendeu para a empresa assumindo cargos ou defendendo a proposta da empresa, com a promessa de assumir cargos, foi o companheiro Pedro Paulo. A Oposição Ecetistas em Luta denunciou a utilização da Comissão do PCCS para defender a política da direção da ECT em troca de cargos e privilégios e criticou a atual política na comissão como uma traição aos interesses dos trabalhadores. Mal terminada a reunião onde por proposta da Oposição Ecetistas em Luta foi aprovada a obrigatoriedade de convocação oficial por telegrama de todos os membros, com antecedência e passagens providenciadas, uma vez que todos os sindicatos em nível nacional têm pago imensa soma para garantir tais condições de funcionamento, os mensalões da comissão novamente se reuniram clandestinamente tomando decisões, sem consultar ninguém.
Estes mesmos elementos que estão defendendo a aceitação de um PCCS nos moldes do que a empresa quer foram os primeiros a se juntar ao PT-PCdoB para cancelar a plenária nacional deixando os trabalhadores na mão da empresa, durante o final do ano, momento em que teríamos tudo para fazer pressão e conseguir o retorno dos trabalhadores demitidos e a devolução da funções.

Natal antecipado

Informamos o movimento nacional do que realmente está acontecendo e chamamos desde já a não apoiar a proposta de PCCS feita nos moldes da direção da ECT, a toque de caixa, entre quatro paredes. Companheiro ecetista, se o seu nome ainda não consta da lista de trabalhadores que sofreram retaliações, entre em contato com a Oposição, pois o sindicato está escondendo as retaliações em São Paulo, como se nada estivesse acontecendo. Eles estão no bolso da empresa, por isso, inclusive, já fecharam o sindicato para as festas de Natal, enquanto a categoria trabalha dobrada, fazendo hora-extra gratuita para empresa, obrigados pelos acordos ilegais feitos pelo sindicalismo mensalão do PT-PCdoB depois de quebrarem a nossa greve.