São Paulo
Empresa continua com a perseguição e retira o adicional noturno dos trabalhadores do truno 2 do CEE Centro


16 de novembro de 2005

A greve dos trabalhadores ecetistas, a maior dos últimos dez anos nos Correios, vem sendo combatida pela direção corrupta da ECT com retaliações nos setores.
A empresa vem desobedecendo sistematicamente o acordo salarial que ela mesmo fez com os sindicalistas mensalões do PT-PCdoB-PSTU e está retaliando os trabalhadores nos setores com perdas de função, transferência e perseguição, chamando diversos grevistas a depor na Ginsp (Gerência de Inspeção).
No CEE Centro de São Paulo, trabalhadores do turno 2 estão sendo punidos pela direção da ECT com a redução de adicional noturno, que antecipou o horário de entrada dos trabalhadores das 14:00h para as 11:00h.
Os trabalhadores do CEE Centro têm que descansar das 11:00h às 12:00h, no entanto, o descanso deveria ser feito quatro horas depois da primeira jornada, das 15:00h às 16:00h. Desta forma a chefia obriga os trabalhadores a fraudar o cartão de ponto, marcando um horário de descanso que não condiz com o que realmente acontece, pois é público que neste horário os trabalhadores estão fazendo entrega de encomendas ou retirando os malotes.
Com a antecipação do horário de entrada imposto pela empresa, os trabalhadores estão trabalhando 7 horas seguidas sem descanso. Mais um exemplo do tipo de retaliação que a Empresa vem fazendo contra os trabalhadores.
A direção da ECT não está preocupada de forma alguma com a saúde dos trabalhadores ecetistas, pelo contrário, ela quer que o trabalhador produza cada vez mais lucro, para desviar para o mensalão do governo Lula. O chefe do CEE Centro, Paulo Rios, que é um puxa-saco da direção da empresa, só está preocupado em fazer bem o seu serviço de capataz para garantir que os trabalhadores sejam cada vez mais explorados, inclusive ameaçando os trabalhadores que se colocam contra a esta medida da empresa no setor.
Não bastando esta imposição de reduzir o salário e fazer os trabalhadores trabalharem 7 horas seguidas, a chefia do CEE Centro “sumiu” com o relógio de ponto, que fica no 3º andar do prédio, onde os trabalhadores têm que subir as escadas até o quinto andar para poderem registrar a entrada no serviço.
Os trabalhadores não podem aceitar pacificamente esta retaliação da ECT, devemos organizar os trabalhadores em todos os setores e exigir que a empresa continue pagando aos trabalhadores os valores referentes ao adicional noturno pagos anteriormente, e que os trabalhadores possam usufruir o seu horário de descanso, como lhes é de direito, pois é um direito conquistado pelos trabalhadores e não pode ser cassado.