PT-PCdoB-PSol
Furando a unidade nacional contra as demissões e as retaliações da ECT
20 de novembro de 2005
Aconteceu no último dia 16 a plenária nacional da Fentect para discutir a campanha contra as retaliações e o julgamento da quebra do monopólio postal.
Estiveram presentes representantes de 11 sindicatos, uma vez que o bloco PT-PCdoB praticamente não participou, se restringindo ao diretor da Fentect, Reinaldo de Jesus, ao membro do comando de negociação Marcos Santaglia, e um membro do Sintect-DF. Nenhum sindicato do estado de São Paulo esteve presente, orientados pelo PT desde a campanha salarial na chamada União Estadual. A orientação política dos representantes do PCdoB presentes na assembléia era explicitamente defender a política da empresa.
O diretor da Fentect, Reinaldo Colônia de Férias declarou publicamente, afirmando que a categoria não deveria se mobilizar , com colagens de cartazes e campanha de rua, porque o PCdoB, através do deputado Aldo Rebello, estaria fazendo o lobby necessário para garantir o monopólio do correio, o mesmo PCdoB que foi denunciado recentemente por ter feito seu último congresso com financiamento das empresas privadas estrangeiras que ganharam o direito à exploração do petróleo no processo de privatização da Petrobrás levada à frente nesse momento pelo governo Lula.
A orientação de impedir a intervenção dos trabalhadores parte diretamente da direção da ECT e do governo Lula, mostrando como o bloco do PT-PCdoB é uma correia de transmissão automática dos interesses da empresa. Em relação às retaliações foram ainda mais radicais na defesa da direção da ECT, escondendo os ataques da empresa. O diretor do Sintect-RJ, Marcos Santaglia, chegou ao extremo de declarar que não há nenhuma perseguição no RJ, apesar das denúncias de que a empresa após a greve declarou o fechamento de setores inteiros no Benfica.
Não esteve presente um único diretor do Sintect-SP, apesar das gerências já estarem divulgando a política de fechamento do turno 3 nos mais de 15 centros operacionais da Grande São Paulo, os setores que puxaram a greve no Estado. A companheira Anaí Caproni está sendo cassada pela direção da ECT para os famosos interrogatórios da Ginsp, o mesmo ocorrendo com inúmeros cipeiros e delegados sindicais.
Os sindicatos dirigidos por militantes do PSol acompanharam o bloco PT-PCdoB e quebraram a unidade do movimento nacional não participando da plenária e da negociação com a direção da ECT realizada no dia 18 para pressionar a empresa a reintegrar os demitidos e as funções retiradas.
A reunião entre sindicatos de luta e direção da ECT não contou com a presença de nenhum representante do Sintect-RJ e do Sintect-SP, sequer para levantar os casos de retaliações existentes nos Estados, apesar de estarem em Brasília inúmeros diretores de cada um dos sindicatos.
• Chega da política da chibata na ECT!
• Pelo afastamento dos capitães-do-mato na direção da empresa em Brasília e nas chefias nos setores
• Abaixo a ditadura do governo do PT-PCdoB no governo e da direção da empresa
• Pela formação de um comando nacional de mobilização contra as retaliações, com representantes eleitos em todos os estados
• Pela convocação do Conselho de Representantes da categoria em caráter extraordinário para discutir um plano nacional de mobilização e a decretação do Estado de Greve
• Fim da reposição das horas paradas
• Não às retaliações
• Reintegração de funções
• Não às demissões: imediata reintegração de todos os demitidos após a greve
• Fim de toda a repressão do governo mensalão PT-PCdoB contra os grevistas
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