Não às retaliações
Direção da ECT tenta enganar os trabalhadores e continuar com as punições
Sem as representações dos sindicatos do Rio e de S. Paulo, trabalhadores colocam a direção da ECT contra a parede e exigem o fim das punições e retaliações, ou a greve
23 de novembro de 2005
No dia 18 de novembro realizou-se reunião entre a Fentect, sindicatos filiados e o Sr. José Olibério Alves, Chefe do Departamento de Relações Sindicais da ECT em Brasília. A reunião foi marcada para exigir o fim das punições aos trabalhadores ecetistas que participaram da última greve, a maior dos últimos dez anos. Participaram da reunião como representantes da Fentect: Anaí Caproni, Edson Dorta, José Gonçalves (Jacó), João Manetti (Barriga) e Flávio Viana, além da representação de 13 sindicatos: MG, ES, PR, SE, RO/AC, MA, PE, AM, RN,GO/TO, Bauru, BA e DF.
Já no início da reunião a empresa mostrou que não queria dialogar com os trabalhadores, pois deslocou a reunião para uma sala de aula da UNICO – (Universidade dos Correios) onde os sindicalistas ficavam de frente a uma lousa, sentados em cadeiras escolares, assistindo à “palestra” do Sr. Alves.
A oposição Ecetistas em Luta cortou a conversa e exigiu uma resposta para as inúmeras denúncias de retaliações que a empresa vem aplicando aos grevistas depois do fim da greve (mudança de horário, retirando funções gratificadas, cortando turnos, diminuindo o GCR, retirando os 15% do trabalho aos sábados, fazendo transferências de trabalhadores para vingar-se da greve, promovendo processos administrativos ilegais contra os grevistas e até demitindo trabalhadores).
A empresa está provocando uma reação de revolta nos trabalhadores, os sindicatos presentes alertaram a direção da empresa de que este conflito pode ir para uma nova greve, o acordo salarial, oficialmente ainda não foi assinado.
Os trabalhadores já marcaram uma nova Plenária Nacional da categoria para o meio de dezembro para estabelecer a campanha contra as retaliações, aprovar o Estado de greve e a organização de uma paralisação nacional se a empresa não acabar imediatamente com as punições aos trabalhadores. Se a empresa continuar com as retaliações nos setores, os trabalhadores estariam dispostos a fazer a greve no mês de Dezembro, época que aumenta significativamente o volume de entrega postal, motivado pela chegada das festas de natal.
ECT, pressionada, diz que vai averiguar as punições e retaliações acontecidas e resolver os problemas em 15 dias
Diante das denúncias feitas na própria reunião, o ARGET pediu a palavra e se justificou falando que não tinha conhecimento dos casos, iria entrar em contato com os Diretores Regionais e depois voltaria a se falar com os representantes sindicais para dar um parecer oficial. Uma verdadeira afronta aos trabalhadores. É evidente que a direção da empresa é a única responsável. Cinicamente, o diretor Olibério Alves analisou que havia muita insatisfação e revolta dos representantes sindicais e resolveu terminar a reunião dizendo que tinha outro compromisso.
PCdoB e PT: fazendo o jogo da empresa
Os sindicalistas do PCdoB e do PT, que dirigem dois dos principais sindicatos da categoria nacionalmente, o de S. Paulo e do Rio de Janeiro, não compareceram à reunião.
Para eles, a direção da Empresa não está punindo os trabalhadores. São uns verdadeiros capachos da empresa, correndo para encobrir as inúmeras denúncias de trabalhadores que sofreram punições depois da greve.
A Empresa está fazendo um jogo de empurra, os Diretores Regionais dizem que a orientação vem de Brasília e por isso devem cumprir as ordens, não têm autoridade para modificar as retaliações. Do outro lado, o ARGET diz que não sabe de nada e vai averiguar com os DR’s, é uma palhaçada, tratam o trabalhador como se ele fosse uma criança.
Não podemos esperar a empresa parar com as retaliações para agir, a empresa está assustada com a possibilidade de greve em Dezembro, ficou pressionada com o início da campanha contra as retaliações liderada pela oposição nacional Ecetistas em Luta, por isso devemos aumentar a pressão, ampliar a campanha, dando divulgação de todas as punições e retaliações cometidas, mostrar os trabalhadores que estão sendo perseguidos, e exigir o fim destas retaliações e aprovação do Estado de Greve.
•Contra as punições e retaliações aos grevistas na ECT;
•Pela reintegração de todas as funções que foram retiradas depois da greve;
•Pela reintegração dos demitidos do governo mensalão do PCdoB e PT de Lula;
•Não à reposição das horas paradas;
•Por um comando de mobilização contra as retaliações;
•Pelo Estado de greve;
•Pela destituição da direção corrupta da ECT;
•Que a empresa seja controlada pelos trabalhadores, através do voto direto, com mandato revogável. |