Correios
Traidores são expulsos da assembléia pelos trabalhadores em São Paulo
23 de setembro de 2005
Hoje, quinta-feira, 22 de setembro, foi realizada assembléia na Praça da Sé com o objetivo de discutir a proposta para o acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios, que se encontram em greve.
A diretoria do Sintect-SP, dirigido pelo PT-PCdoB, vinha há alguns dias preparando o terreno para quebrar a greve, em conluio com a empresa, o governo Lula e a imprensa capitalista, que divulgou o fim da greve sem que isso tivesse sido aprovado no comando de negociação e muito menos nas assembléias regionais.
Por este fato os sindicalitas-mensalão do PT-PCdoB impediram a companheira Anaí Caproni, da Oposição Nacional Ecetistas em Luta de falar na assembléia, nem sequer para dar o informe do comando nacional de negociação, do qual faz parte.
Os diretores do sindicato, por sua vez, começaram a passar informações falsas para confundir os trabalhadores, dizendo que a votação do TST sobre o dissídio seria hoje, quando é público que foi adiada para terça-feira, insinuaram também que os trabalhadores não seriam obrigados a compensar os dias parados, entre outras coisas, às quais a companheira Anaí Caproni, mesmo sem acesso ao microfone denunciou como sendo mentira, como uma tentativa de confundir e desmobilizar os trabalhadores.
A Oposição Nacional Ecetistas em Luta vem denunciando sistematicamente a articulação existente entre os sindicalistas do PT-PCdoB e a empresa para acabar com a greve.
Colocaram ainda um diretor do sindicato, conhecido como Japonês, para defender o fim da greve e a aceitação da proposta miserável da empresa, argumentando que segundo os advogados do sindicato era melhor aceitar a proposta, pois os trabalhadores perderiam se fosse para dissídio; um verdadeiro descaramento, uma vez que a continuação da greve, um direito dos trabalhadores, independe da decisão do TST, um órgão do governo.
O desespero da diretoria em assinar o acordo e o medo da reação da categoria fez com que não fossem abertas intervenções para a base, como é tradicional. No lugar disso abriram direto para a defesa. Primeiramente para os que eram pela rejeição do acordo e, portanto, pela continuidade da greve. A companheira Anaí que era pela continuidade da greve, em sua intervenção denunciou o absurdo que era discutir um assunto sério como este para a categoria, em apenas um minuto e o fato de a base não ter podido intervir na assembléia.
O diretor Márcio tentou arrancar o microfone da companheira e incitou os trabalhadores contra a companheira, o que só aumentou a desconfiança dos ecetistas contra eles.
Após a defesa do sindicato a favor do acordo com a empresa, as propostas foram colocadas em votação, porém em ordem inversa das defesas, votando primeiro pelo fim da greve e depois pela manutenção. Dessa maneira os trabalhadores que estavam contra a aceitação da proposta da empresa, acabaram votando a favor e vice-versa.
Ao perceberem que tinham sido enganados pela diretoria mensalão do Sintect-SP, os trabalhadores partiram em massa para cima do caminhão de som onde estavam os diretores do sindicato, que saíram fugidos da assembléia. Muitos que fazem parte da própria base da diretoria, cada vez menor, queimaram e rasgaram camisetas do sindicato.
Os trabalhadores que, praticamente todos, permaneceram na assembléia, pediram então para que a companheira Anaí subisse no caminhão de som e orientasse a assembléia, ao que ela explicou tudo o que de fato havia acontecido no comando de negociação e pediu para que todos se dirigissem ao sindicato para impedir que a diretoria traísse a categoria assinando a ata dizendo que a assembléia de São Paulo havia aceitado a proposta da empresa, uma vez que a vontade dos trabalhadores é continuar em greve até alcançar suas reivindicações.
Veja os vídeos da assembléia
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Cra. Anaí Caproni, defendendo a continuiade da greve, denuncia o absurdo de discutir um assunto sério como este em apenas um minuto, sem nem sequer dar a possibilidade da base falar.
O diretor vendido do Sintect-SP, Márcio (PT), tenta arrancar o microfone da companheira e incita os trabalhadores contra ela, o que só aumenbtou a desconfiança dos ecetistas contra o sindicato. |
Reinaldo (PCdoB), diretor mensalão do Sintect-SP, divulga informações falsas para confundir os trabalhadores, a principal delas é a que leva os trabalhadores a acreditar que não terão que pagar pelos dias parados. A companheira Anaí Caproni, da Corrente Ecetistas em Luta, ao fundo, mesmo sem acesso ao microfone denuncia a farsa. |
Sem-Terra (PT-Mensalão) defende o fim da greve e aceitação da proposta miserável da empresa e demais sindicalistas da direção do Sintect-SP (PT-PCdoB/Mensalão) decidem assumir coletivamente a responsabilidade pela traição da greve, com medo da reação dos trabalhadores. |
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| Diretoria vendida do Sintect-SP coloca propostas na ordem inversa das defesas, fazendo com que quem estivesse contra o fim da greve votasse a favor e vice-versa. |
Diretores do Sintect-SP (PT-PCdoB), comprados pelo mensalão, saíram fugidos da Praça da Sé, antes mesmo do encerramento da assembléia. Os trabalhadores, ao perceberem que tinham sido enganados pela diretoria mensalão do sindicato, partiram pra cima do caminhão de som atrás dos diretores, manifestando sua revolta com a traição da greve.
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Depois que os diretores do Sintect-SP (PT-PCdoB-mensalão) saíram fugidos da assembléia, a Oposição Ecetistas em Luta deu continuidade à assembléia com seu próprio carro de som, esclarecendo aos trabalhadores ali presentes o ocorrido nas negociações e orientando todos a se dirigirem ao sindicato para impedir a assinatura da ata que confirmaria a traição da greve. |
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