Balanço do Encontro de Mulheres 2005
Desespero da ala governista da Fentect
Uma provocação contra todas as mulheres ecetistas e todo o movimento sindical dos Correios
junho de 2005 Nos dias 8 e 9 de junho foi realizado o Encontro de Mulheres da Fentect. A companheira Anaí Caproni, Secretária da Mulher da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios foi vítima de uma provocação armada pela ala governista da Federação, dos sindicalistas da Articulação que decidiram colocar o encontro a baixo para desmoralizar as mulheres da categoria.
A companheira Anaí Caproni, na posição de Secretária da Mulher da Fentect, deveria contar com uma comissão formada por representantes de diversos estados a fim de encaminhar a realização do encontro. Esta comissão, formada à revelia da Secretaria responsável pelo trabalho de mulheres, foi diretamente controlada pelos diretores Ivan Carlos Pinheiro, da Articulação, e Roberto Prado de Oliveira, da Corrente Sindical Classista – CSC – PCdoB e foi encarregada de bloquear todas as iniciativas da companheira Anaí para organizar o encontro, recebendo o orçamento que deveria ser dirigido pela Secretária da Mulher e encaminhando o encontro à sua revelia.
A ala governista da direção da Fentect não liberou o dinheiro para pagar o material preparado pela companheira Anaí Caproni para entregar o dinheiro para Ana Néri, da Articulação, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Bahia que sequer realizou o encontro de mulheres no seu estado. A comissão deveria funcionar junto com a secretária mas a direção da Fentect se acertou com a Ana Néri para completar a provocação que já havia se iniciado durante o período de preparação para o Encontro Nacional.
A direção do Sintect-SP, também ligada à Articulação, deliberadamente boicotou a participação das mulheres da categoria, que conta com a maior representação dos trabalhadores dos Correios nacionalmente. Chegaram ao absurdo de colocar a participação das mulheres de São Paulo em votação em uma assembléia, contrariando abertamente os interesses das trabalhadoras de São Paulo.
Semanas antes, a companheira Anaí havia pedido a realização de uma reunião para organizar o Encontro Nacional de Mulheres e foi abertamente boicotada pela Articulação na direção da Fentect, que não mandou as passagens para que a companheira pudesse se deslocar para preparar o encontro em Brasília.
Novamente a Articulação procurou dificultar ao máximo a organização do Encontro, marcando uma nova reunião para o mesmo dia da assembléia em São Paulo.
No primeiro dia do encontro, a mesa montada pela Articulação se recusou a discutir o regimento interno e a programação. Passaram por cima disso para deixar falar uma mulher do PT, Érika Kokai, deputada distrital no DF, passando por cima da organização dirigida pela companheira Anaí Caproni. Modificaram a pauta do encontro para impedir as companheiras convidadas pela companheira Anaí falassem no encontro.
A decadente diretoria da Articulação, não satisfeita em boicotar o Encontro Nacional de Mulheres em diversos sindicatos, montou uma “panelinha” para impedir que a companheira Anaí participasse da organização do Encontro. A pauta original apresentada pela companheira Anaí incluía a realização de palestras sobre as principais questões de interesse das mulheres da categoria deixando para o segundo dia do encontro a discussão sobre a Empresa, a conjuntura política e a pauta de reivindicações das mulheres da categoria.
Novamente tomando de assalto a organização que legitimamente deveria ser coordenada pela Secretária da Mulher da Fentect, Sandra Martins, presidente do Sintect-GO e esposa de um dos coordenadores da empresa no estado, forçou a realização das palestras para o segundo dia de encontro, colocando a discussão sobre a pauta de reivindicações para o primeiro dia do Encontro com o único objetivo de montar uma provocação contra a companheira Anaí Caproni, acusando-a de não ter apresentado as reivindicações ao plenário.
Novamente, a Articulação se encarregou de elaborar uma pauta sem a participação da companheira Anaí, passando por cima dos estatutos da Federação apenas para atacar a companheira que é uma das mais importantes lideranças da oposição dentro da Fentect.
Diante de toda a desmoralização causada pela ala governista da direção da Fentect, Ana Néri, que teve sua delegação convocada diretamente para montar esta provocação contra as mulheres da categoria, com mulheres que sequer saíram delegadas, pagas pelos diretores Roberto Prado e Ivan Carlos Pinheiro para avacalhar o encontro, convidou todos os presentes para uma festa privada, dizendo que o “ couvert” estava pago, isto é, bancado pela Articulação para desmoralizar as mulheres da categoria, dissolvendo os grupos de discussão que deveriam encaminhar as reivindicações para a sistematização e arrastando as presentes para fora do Encontro, para uma farra paga com o dinheiro dos trabalhadores.
Convocaram para a manhã do dia 9 de junho, um Ato contra a privatização da ECT em frente à sede dos Correios em Brasília, de onde deveriam partir para um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF. Novamente, os sindicalistas pelegos da Articulação, procuraram jogar os trabalhadores uns contra os outros, utilizando, num dia uma festa totalmente despropositada como desculpa para não discutir as reivindicações da categoria e, no outro, a pauta de reivindicações para não protestar contra a privatização da empresa.
Retornando para o local onde foi realizado o Encontro de Mulheres, novamente uma provocação armada. Diante da denúncia levantada pela companheira Anaí e pela corrente Ecetistas em Luta, acusaram a companheira de não ter distribuído a pauta de reivindicações para o plenário discutir, procurando abortar a deliberação sobre as reivindicações das mulheres.
De maneira totalmente fraudulenta, Ana Néri atacou a companheira Anaí, secretária da mulher da Fentect, propondo tirá-la da mesa.
Diante de tamanha provocação, a companheira Anaí Caproni declarou que ia se retirar do encontro, denunciando a provocação montada pela Articulação sendo agredida durante sua falação, ameaçada pela claque de mulheres contratadas pela Articulação para impedir que as mulheres da categoria pudessem discutir democraticamente suas reivindicações e encaminhar sua luta de maneira independente dos patrões e do governo.
Em meio à turbulência causada pela ação dos sindicalistas patronais, uma moção de repúdio, que já estava pronta de antemão, contra a companheira Anaí foi distribuída, pedindo que a Fentect aplicasse sanções disciplinares para destituir a companheira da direção da Federação. Uma verdadeira farsa orquestrada pela Articulação para desmoralizar as mulheres da categoria e seu Encontro Nacional.
Em meio a estes acontecimentos, vale ressaltar que os sindicalistas do PSTU, que de longa data se aliou à Articulação para atacar a oposição Ecetistas em Luta, apoiou novamente as atitudes dos sindicalistas do governo Lula, representante dos interesses daqueles que querem privatizar a ECT e entregar o patrimônio público aos abutres do imperialismo norte-americano. O PSTU apoiou a Articulação seguros de que a desculpa completamente inconcebível de que a companheira Anaí havia se excedido, sendo que ela mal pôde falar no encontro, os livraria do ônus de se agarrar à decadente ala governista da direção da Fentect.
Quais os motivos desta provocação?
O boicote deliberado da ala governista da Fentect ao encontro nacional de mulheres e, principalmente contra a companheira Anaí Caproni, é, acima de tudo, um resultado da crise no interior do governo Lula. Esta é a verdadeira explicação da política levada pelos representantes dos interesses capitalistas dentro da Fentect, contra o movimento dos trabalhadores nos correios e contra a população em geral.
Nesse sentido, o desespero da ala governista da Fentect é uma extensão do fracasso do governo Lula e sua sustentação dos interesses da burguesia e do capital externo.
As atuais denúncias de corrupção divulgadas e aprofundadas pelos setores burgueses interessados em privatizar a empresa dos correios deve necessariamente ser apurada por uma comissão formada somente pelos trabalhadores, pois são estes os principais afetados por esta crise, que ameaça a demissão de mais de 100 mil trabalhadores e suas famílias.
Além disso, é importante ressaltar que esta crise é indubitavelmente ligada à intensa mobilização dos trabalhadores ecetistas, que assumem cada vez mais uma posição política contra a diretoria governista da Fentect e contra o governo Lula
O papel da corrente Ecetistas em Luta no movimento dos trabalhadores dos correios confirma neste momento sua política de defesa dos interesses da classe trabalhadora, uma vez que esta é a única corrente que atua sobre a base de um programa verdadeiramente revolucionário, exercendo fundamental influência no aceleramento da crise dos diretores da burguesia na Fentect e do governo anti-operário de Luis Inácio Lula da Silva.
A continuidade de uma política contra os trabalhadores
Todos esses episódios, que não merecem outra coisa a não ser a condenação veemente de toda a categoria ecetista, entretranto, não são fortuitos ou casuais. Elews obedecem a uma lógica, a lógica da continuidade da pol´pitixa de derrotas que há mais de dois anos domina completamernte a FENTECT. Os mesmos elementos que nesse momento arquitetaram esse golpe rasteiro contra as mulheres ecetistas, foiram os responsáveis pelo enterro das duas últyimas capanhas salariais da categoria, prejudicando mais de 100 mil pais de família. A burocracia que majoritariamnete dirige a FENTECT, cuja política que levam a frente da entidade é tão somente na defesa dos seus mesquinhos intereeses, prenuncia assim o que será a campanha salarial de 2005. Pretendem fazer nesse ano o mesmo quer fizeram nas campanhas salariais de 2003 e 2004, quando assinaram acordos rebaixados totalemente contrários aos interesses da esmagadora maioriua dos trablhadores dos correios.
Desesperados com o crescimento da oposição - capitaneada por ECETISTAS EM LUTA - e com o repúdio maciço da categoria, que já deu sinais claros de repúdio à política de derrotas do setor majoritário da direção da FENTECT contra os ecetistas, esses elementos perderam completamente o pouco do bom senso que ainda tinham, na tentativa de impedir que os trabalhadores dos correiuos os erscorraçem por completo do movimento. As manobras e a política de exclusão em curso nesse momento visam única e tão somente postergar a decisão da categoria de enterrar por completo desses elementos traidores da luta. Está claro que vão tentar dar o mesmo golpe no CONREP, pois já sabem de antemão que irão perder o encontro. Planejam dar mais um golpe para excluir a oposição da Comiossão de Negociaação que irá se reunir com os representantes da empresa para as negociações salariais. Da mesmas formsa como fizeram nas campanhas salariais anteriores, vão querer empurrar golela avbaixo dos tgrabalhadores mais um mísero acordo para continuar matando os ecetistas de fome, enquando são recompensados pela empresa com altos cargos e polpudos salários.
Todavia, temos a convicção de que o CONREP, que se realizará logo em seguida ao Encontro de Mulheres, com certeza será o tiro de misericórdia que os ecetistas darão na longa lista de derrotas que o setor majoritário da FENTECT vem impondo aos trabalhadores dos correios. Essa é a verdadeira razão do desespero que tomou conta da direção. Esses elmentos, totalmenbte vendidos para a direção da empresa já perderam totalkmente a credibilidade junto às bases da categoria. Sobrevivem apenas porque utilizam das manobras mais sórdidas para se manterem nos cargos, piois já não contam com mais nenhum apoio dos ecetistas.
Chamamos todos os trabalhadores e delegados que participarão do CONREP a repudiar energicamente mais esse golpe cobntra a democracia sindical e a luta da categoria levada adiante por esses verdadeiros cavalos de tróia da empresa no interior do movimento nacional de luta dos ecetistas.
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