I Conferência Nacional de Ecetistas em Luta
Primeiro dia de Conferência discute o balanço da campanha salarial e aponta o caminho para a luta contra os ataques da ECT
Com a presença de cerca de 70 delegados, dentre os quais, representantes de 13 sindicatos nacionalmente, a I Conferência Nacional da corrente Ecetistas em Luta iniciou seus trabalhos neste sábado pela manhã e discutiu o balanço da campanha salarial e da greve da categoria, os desdobramentos da luta dos trabalhadores e a retaliação da ECT ao movimento grevista
30 de setembro de 2005
O companheiro Pedro Paulo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais, deu início aos trabalhos da I Conferência Nacional de Ecetistas em Luta.
A Conferência é a culminação do processo de luta da categoria, dirigida pela corrente nacional Ecetistas em Luta, que colocou o sindicalismo mensalão do PT-PCdoB nos Correios contra a parede na última campanha salarial realizando a maior greve da categoria nos últimos 10 anos.
A companheira Anaí Caproni, principal liderança da Oposição Ecetistas em Luta em S. Paulo e membro da coordenação nacional da corrente, apresentou o balanço da campanha salarial dos Correios, denunciando o verdadeiro jogo político dos sindicalistas dos partidos do governo para enterrar a greve e as reivindicações da categoria.
A greve foi um produto direto da intervenção da corrente Ecetistas em Luta, que materializou a política sindical do Partido da Causa Operária e levou à frente a luta intransigente em defesa dos interesses dos trabalhadores com um trabalho de organização e agitação de massas, nacionalmente. A greve foi combatida pelo sindicalismo mensalão e pelos grupos centristas que se alinharam com os pelegos dos partidos do governo contra a categoria.
A companheira apresentou como conclusão organizativa para a categoria a realização de uma ampla campanha pela modificação do comando de negociações, para ampliar a participação da categoria nacionalmente no comando e acabar com o monopólio do sindicalismo mensalão sobre as negociações. A categoria deve fortalecer uma verdadeira alternativa, que tenha uma força real para impedir a traição dos sindicalistas, através de uma imprensa independente própria, o boletim Ecetistas em Luta, a formação dos núcleos de base da corrente, da organização de meios materiais para a intervenção, preparando-se para se tornar a direção efetiva da categoria, para arrancar da empresa um reajuste salarial e outras conquistas de acordo com as necessidades da categoria..
A empresa reage... um “segundo tempo” da campanha salarial
A discussão sobre a campanha salarial trouxe à tona o fato de que a empresa vem aplicando uma série de punições contra a categoria, retirando as funções gratificadas dos trabalhadores grevistas principalmente nos setores onde a greve foi mais forte em todo o país, onde a mobilização foi dirigida pela corrente Ecetistas em Luta, como em Minas Gerais, em S. Paulo e no Paraná, por exemplo, onde a empresa tem uma atitude policialesca, perseguindo e obrigando os trabalhadores grevistas a depor à Polícia Federal sobre sua atividade na greve.
Companheiros de diversas regiões do país denunciaram as retaliações e a política de compensação das horas paradas imposta pela direção da ECT com a ajuda do sindicalismo mensalão para desmoralizar a categoria.
A própria campanha salarial, num certo sentido, não se encerrou e se encontra num impasse. Há uma crise no comando de negociação, cuja maioria não quer assinar a versão definitiva do acordo por causa da pressão da categoria, que ficou muito insatisfeita com o reajuste miserável imposto pela traição da direção do movimento nacional.
Neste sentido, a Conferência deve discutir neste domingo um conjunto de propostas para serem encaminhadas para esclarecer a categoria e fortalecer a organização dos trabalhadores contra a traição do sindicalismo mensalão e os desmandos da ECT.
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