I Conferência Nacional de Ecetistas em Luta
Um passo decisivo na formação de uma nova direção para o movimento nacional dos trabalhadores dos Correios
Encerrou-se neste domingo a I Conferência Nacional de Ecetistas em Luta, com a aprovação de uma série de propostas para fortalecer a organização da corrente nacionalmente
31 de outubro de 2005
O segundo e último dia de trabalhos da I Conferência Nacional de Ecetistas em Luta se iniciou com a discussão da situação política nacional e do movimento operário.
A nova etapa de abertura geral da crise do regime burguês e os passos mais decididos dados pela classe operária no sentido da luta foi analisada a crise da frente popular, que se encontra no fato de que os sucessivos regimes burgueses não conseguiram impor uma derrota sobre a classe operária que lhes permitissem avançar em reformas que pudessem manter o capitalismo. A causa da derrota da burguesia está na mobilização da classe operária. Não é a crise do PT que abre possibilidades de o movimento operário intervir. É o inverso. É a ação da classe operária a principal causa da crise do PT.
A mobilização da classe operária, que se inicia neste período, passa, necessariamente pelos sindicatos, e no caso dos Correios, os acontecimentos da última campanha salarial demonstraram isso de maneira exemplar.
Uma das principais conclusões debatidas na Conferência é a necessidade de se travar uma luta tenaz contra o sindicalismo mensalão, a reprodução no movimento sindical do esquema de corrupção escancarado pela crise do governo no Congresso, e o principal obstáculo ao desenvolvimento da luta da classe operária contra seus inimigos de classe e o estado burguês.
A principal luta a ser travada no próximo período pelos trabalhadores dos Correios é pela renovação das suas direções nos sindicatos em nível nacional e, fundamentalmente, a sua direção nacional na Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos.
O partido revolucionário e a classe operária nos sindicatos
A Conferência debateu a relação dos partidos que atuam no movimento dos Correios mantém com a categoria, expondo a enorme crise do principal partido da frente popular, o PT, e dos demais partidos e agrupamentos que se orientam pela política de colaboração de classes e de derrota das reivindicações dos trabalhadores, PCdoB, PSTU e P-Sol.
Diante da enorme crise da frente popular, o sindicalismo mensalão agora ataca a categoria com uma campanha contra a presença dos partidos no movimento sindical. Trata-se de uma política cínica dos partidos que dirigiram a traição da categoria de dentro do movimento dos trabalhadores durante anos e querem impedir o crescimento de uma verdadeira alternativa para os trabalhadores ecetistas, a Corrente Ecetistas em Luta, publicamente ligada ao Partido da Causa Operária e a única que atua na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores.
Por uma conferência sindical nacional contra o sindicalismo mensalão
A Conferência aprovou a convocatória da I Conferência Nacional pela formação da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, com a participação dos sindicalistas que intervém em diversas categorias.
A superioridade organizativa do trabalho da corrente Ecetistas em Luta será o ponto de partido para a iniciativa da convocação da Conferência, um passo decisivo para fazer com que a luta contra o sindicalismo mensalão vá até as demais categorias e possa se desenvolver em uma luta nacional pela direção do movimento operário, contra a burocracia da frente popular.
Cresce a organização da corrente Ecetistas em Luta
Foi aprovado um conjunto de propostas no sentido de fortalecer e dar um caráter organizativo mais definido à corrente Ecetistas em Luta, dentre elas a necessidade de uma campanha de filiação à corrente, formalizando a relação do grande número de trabalhadores que já atuam junto à corrente e delimitando as relações com o resto da categoria e os simpatizantes e a formação de núcleos de Ecetistas em Luta, em que devem participar os trabalhadores ligados à corrente e que devem servir como o elo de ligação entre as decisões e a relação da política sindical da corrente e a categoria.
A Conferência elegeu a primeira coordenação nacional e aprovou ainda o estatuto da corrente, que servirá como fio condutor para a organização da corrente até o congresso que deverá ocorrer dentro de seis meses.
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