CDD Pedro Leopoldo - MG
Antro de perseguições políticas contra os trabalhadores e péssimas condições de trabalho


3 de dezembro de 2005

No CDD Pedro Leopoldo, o espaço físico é precário, tem problemas de ventilação, e para piorar ainda mais, colocaram uma cortina cinza que veda a passagem do ar que já é rarefeito, tornando o ambiente de trabalho insuportável devido ao calor excessivo. Como o CDD é no 2o andar e não existem elevadores para subir a carga (e a ECT não está preocupada com isto) os carteiros têm que fazer o trabalho penoso de subir a carga através da escada (que a chefia chama de escadinha). A gravidade, além das péssimas condições de trabalho impostas aos trabalhadores que lá sobem de tudo, são os produtos de laboratório (LARA) que vez por outra vazam, trazendo irritação, coceiras, problemas alérgicos, mal-estar, etc, entre os carteiros.
O GCR (Gerenciamento de Competências e Resultados) comprova o que o Sintect-MG vem denunciando há muito tempo, vejamos: os carteiros são obrigados a parar a ordenação das correspondências e descer as caixas do laboratório (LARA) sendo que os carteiros que reclamam devido à falta de organização (horário para o laboratório buscar suas correspondências/caixas que são muitas) o que facilitaria o trabalho, são ameaçados de serem punidos no GCR (é a Lei do cão).
O CDD é tão desorganizado que os carteiros são obrigados a levar valor declarado acima de R$ 50,00, chegando até a R$ 200,00, e se questionam a reposta é: “olhe o seu GCR”, é a pressão e repressão comendo solta. Os carteiros não podem se sentir felizes, se sorrirem, conversarem, estão sujeitos a ter rebaixado suas notas no GCR e se ficarem calados também a alegação que são pouco comunicativos. É mole ou precisa mais?
O regime em Pedro Leopoldo é fascista, onde são impostas as coisas do jeito que a chefia quer e ponto final. Ai de quem reclamar (não existe o respeito mútuo), é a lei do cão, escreveu não leu o pau comeu.
A situação em Pedro Leopoldo é tão desmoralizante que os carteiros, mesmo não tendo reservas, são obrigados a sair para a entrega domiciliar em distritos com dobras de 3 a 4 dias devido a má administração que empresta carteiros para outras unidades, para que elas possam baixar os seus restos, pouco importando se a falta de carteiros na Unidade vai gerar problemas de saúde entre os trabalhadores.
Os trabalhadores devem exigir que seja feito o redistritamento sob o controle dos trabalhadores e acabar com esta exploração que tem freqüentemente adoecido os trabalhadores, contratando mais profissionais.
A falta de respeito é tamanha que às 18 horas da sexta-feira, trabalhadores são convocados para trabalhar no sábado, dá para notar que planejamento neste CDD não existe, passou longe.
A falta de uniformes, escaninhos, etc., demonstram que não se tem preocupação com as condições de trabalho. Os banheiros, sem comentários.
Somente a organização e mobilização dos trabalhadores é que poderá acabar com este quadro de opressão e repressão existente no CDD Pedro Leopoldo e demais locais de trabalho, onde a política do terror da direção da ECT tenta subjugar os trabalhadores a condições desmoralizantes de trabalho.