Campinas - CTC Valinhos
Retaliação da ECT chega ao corte de salários dos grevistas

4 de novembro de 2005

Os trabalhadores de Campinas denunciam que ao assinarem a produção de setembro perceberam que os grevistas estavam com a média em torno de 20 % menor. Ao conferir na intranet os contra-cheques confirmaram também que os trabalhadores grevistas tiveram as horas do adicional noturno pagas sem os dias de greve (42 ao invés de 75 dos não grevistas). No CTC Valinhos, o gerente Pianca deu a desculpa de ser um mal entendido sobre a produção, por uma falha no sistema (?!). Sobre o corte nas horas do adicional a funcionária administrativa, Cleide, alegou dificuldades para entrar no sistema pois “estaria fora do ar” e que os contra-cheques foram entregues quando ela não estava mais na empresa, mesmo admitindo estar com eles na reunião da Primeira Hora.
A direção acha que o trabalhador não pensa que vai acreditar em uma conversa tão fiada de que por coincidência o sistema escolheu exatamente os trabalhadores grevistas, quando na verdade quem apontou a dedo foi a própria gerência e de que os trabalhadores têm acesso às contas da empresa enquanto os gerentes no escritório não conseguem acessar nem os próprios documentos. O medo em admitir a verdadeira política da ECT é pelo fato de que está planejada a ditadura da perseguição aos grevistas pela diretoria mensalão incluindo a perseguição aos grevistas com o corte dos salários . A direção quer abrir a brecha para atacar o direito de greve e para tentar desmoralizar a categoria. O que não está na conta da empresa é que os trabalhadores saíram totalmente insatisfeitos da greve e responderão com outra paralisação se for preciso. Deve-se decretar a partir de já o estado de greve contra as retaliações, a perseguição, as demissões e as mudanças de função promovidas pela ECT.