Campinas - CTC Valinhos
Após a greve empresa vem impondo uma ditadura nos setores controlando todos os movimentos dos trabalhadores

4 de novembro de 2005

Os trabalhadores de Campinas denunciam que a ECT estabeleceu após a greve de setembro, uma verdadeira ditadura nos setores. A chefia foi direcionada pela diretoria mensalão a intimidar os trabalhadores controlando agora qualquer movimento dos ecetistas. O trabalhador chegou ao ponto de ter que, de forma humilhante, informar os coordenadores a que horas vão ao banheiro, tomam café ou água, fumam ou vão ao vestiário, ou seja, a empresa quer transformar os setores em um campo de concentração contra os trabalhadores que entraram em greve, quer impor que trabalhador não tem direito de fazer greve. No CTC-Valinhos, ao questionar se poderiam ir ao banheiro trabalhadores são impedidos pelo coordenador Daniel, que diz para esperar o outro voltar. O governo Lula, nosso patrão, procura a brecha para atacar aqueles que reivindicam o mínimo da ECT que é a reposição salarial contra a empresa que queima dinheiro na fogueira do mensalão. O que a diretoria corrupta da ECT propõe é o mesmo que o governo facista de Mussolini e nazista de Hitler, onde o trabalhador não podia sequer fazer atividades sindicais e era proibido de fazer greve, para favorecer a “boa relação de trabalhadores e patrões”, e era vigiado pela guarda do estado dentro de seu setor para garantir o cumprimento da “cidadania”. Esta proposta os trabalhadores já tiveram a chance de ver exatamente assim na Reforma Sindical que o governo traidor de Lula queria impor em nome da Fies e do FMI para controlar os trabalhadores, e que não conseguiu ainda perante a sua própria fraqueza política graças a crise no Congresso Nacional.
A categoria saiu da greve completamente insatisfeita com o acordo miserável e o reajuste salarial de fome que os capachos de Lula nos sindicatos, os sindicalistas mensalões impuseram para conseguir privilégios próprios. Além disso, o trabalhadores é ainda obrigado a aguentar os abusos da direção da Empresa. Os trabalhadores perderam a paciência e não deixarão que a empresa coloque um dedo sequer no direito de greve para desmoralizar a categoria.
Como foi decidido na I Conferência Nacional da corrente Ecetistas em Luta, entre os dias 28 e 30 de outubro, devemos anunciar em toda a categoria o estado de greve contra a perseguição, as demissões ou as mudanças de função promovidas pela ECT. Devemos deixar claro que se a categoria não se organizar novamente em todo o país, rejeitando as retaliações, a empresa vai encontrar o caminho livre para impor a sua ditadura contra os trabalhadores. Vamos à greve novamente, se for preciso, para impedir os ataques contra os trabalhadores.