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PT-Mensalão não consegue impedir que trabalhadores de S. Paulo rejeitem a proposta miserável da empresa

Veja aqui o vídeo da última assembléia da campanha salarial dos trabalhadores dos Correios de S. Paulo, ocorrida nesta quinta-feira, 1º de setembro, onde foi rejeitada a proposta miserável da empresa

5 de setembro de 2005

Na última quinta-feira, a Assembléia dos trabalhadores dos Correios de S. Paulo rejeitou a proposta de reajuste de 8% apresentada pela direção da ECT ao final das negociações na noite anterior.
A Assembléia foi menor do que a anterior porque a diretoria do PT-Mensalão do Sintect-SP não colocou ônibus na maior parte dos setores esvaziando propositalmente a campanha salarial. A única iniciativa foi da Oposição Ecetistas em Luta, que durante toda a semana esteve nos setores fazendo a agitação da campanha salarial e convocando os trabalhadores com seu próprio boletim, carro-de-som etc.
A bancada da Oposição foi maioria na Assembléia, que foi encurtada pela direção-mensalão do Sintect-SP. Os sindicalistas do PT anunciavam no carro-de-som que a assembléia teria que ser “rápida e objetiva”, impediram que os trabalhadores de base pudessem falar e, apesar de já terem instigado alguns bate-paus a fazê-lo, não conseguiram impedir a falação da companheira Anaí Caproni, da coordenação da oposição nacional Oposiç Ecetistas em Luta e membro do Comando Nacional de Negociação, como o fizeram na assembléia anterior em que a companheira foi agredida por um bate-pau da diretoria-mensalão do sindicato (clique aqui para saber mais).
O desespero dos sindicalistas do PT-Mensalão é grande porque sabem que a categoria não vai aceitar um reajuste miserável como o que eles mesmos propuseram quando enviaram um documento à margem do Comando de Negociação propondo à Empresa a aceitação de uma proposta ridícula de dois steps pagos parceladamente, passando por cima da reivindicação dos trabalhadores de 94% de reajuste salarial (clique aqui para saber mais).
A direção do sindicato encerrou a assembléia em 20 minutos, tendo falado somente três pessoas com medo de que a Oposição aprovasse um conjunto de medidas de organização da greve para o próximo dia 13, além da denúncia do tesoureiro do Sintect-SP, Rogério Trabuco, por seu envolvimento em negociatas clandestinas com a direção da ECT, vendendo as reivindicações dos trabalhadores.
O protesto dos trabalhadores foi geral contra o banditismo da diretoria do Sintect-SP encerrar a assembléia sem que os trabalhadores inscritos pudessem falar e sem que as propostas feitas pela companheira Anaí Caproni sobre a campanha salarial fossem votadas
Falaram na assembléia somente três membros do Comando de Negociação, uma vez que o representante do PSTU, Ezequiel Filho, que não participa das negociações em Brasília nem estava presente na Assembléia.

- Não vamos comprar gato por lebre! Fora as propostas miseráveis da direção mensalão da Empresa!
- Não queremos esmola! 94% ou greve!
- Auxílio Educação no valor de R$ 400,00 para todos os filhos de ecetistas, homens e mulheres até os 18 anos;
- Ticket no valor de R$ 20,00
- Ticket Combustível
- Eleição da Chefia pelos trabalhadores
- Não à roubalheira! Dinheiro para quem carrega a ECT nas costas!
- Não ao parcelamento!
- Não à privatização

 

Veja aqui as fotos da assembléia